Taboão da Serra (SP) – O ano de 2026 começa com um gesto simbólico e carregado de significado público: a realização da 1ª Agenda de 2026 – Oração da Cidade, marcada para o dia 2 de fevereiro, às 19h, na Rua São Pedro, 151, Jardim São Salvador, em Taboão da Serra. O encontro convida pastores, pastoras, apóstolos, bispos e líderes religiosos para um momento coletivo de fé, reflexão e intercessão pela cidade.
Mais do que um ato litúrgico, a iniciativa se insere em um contexto histórico no qual a religião volta a ocupar espaço central no debate público brasileiro. Em anos recentes, eventos de oração coletiva passaram a dialogar diretamente com temas como segurança, justiça social, ética na política e reconstrução do tecido comunitário. Em 2026, ano pré-eleitoral em diversos níveis, a Oração da Cidade surge também como um marco inicial do calendário simbólico do município.
Fé, espaço público e controvérsia
A proposta, embora acolhida por amplos setores religiosos, também desperta debates. Para críticos, a presença organizada da fé no espaço público pode levantar questionamentos sobre os limites entre Estado laico e manifestações religiosas. Para organizadores e participantes, no entanto, trata-se de um direito constitucional de expressão e de um chamado à responsabilidade espiritual diante dos desafios urbanos.
O caráter didático do encontro está justamente nessa tensão: a oração não como fuga da realidade, mas como instrumento de conscientização social. A leitura da Bíblia, retratada na imagem de divulgação, reforça a ideia de introspecção, compromisso ético e busca por soluções coletivas.
Um início de ano com mensagem clara
Ao se apresentar como a primeira grande agenda de 2026, a Oração da Cidade pretende marcar o tom do ano: diálogo, espiritualidade e participação comunitária. Em um município marcado pela diversidade religiosa e por desafios sociais históricos, o evento se coloca como um ponto de convergência — ainda que não consensual — entre fé e vida pública.
A Gazzeta Paulista acompanhará o encontro e seus desdobramentos, registrando não apenas o ato religioso, mas também o impacto político e social de uma iniciativa que já nasce histórica e, para muitos, inevitavelmente polêmica.

































