segunda-feira, 9 de março de 2026

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8 de março | Um dia para reconhecer e valorizar a força das mulheres

Hoje, neste Dia Internacional da Mulher, não estamos aqui apenas para celebrar. Estamos aqui para lembrar uma verdade da história: nenhum direito das mulheres foi concedido por generosidade. Todos foram conquistados.

Houve um tempo em que as mulheres não podiam votar.

Houve um tempo em que as mulheres não podiam estudar.

Houve um tempo em que as mulheres não podiam decidir sobre suas próprias vidas.

E ainda assim, geração após geração, mulheres se levantaram.

Mulheres que marcharam nas ruas para conquistar o direito ao voto.

Mulheres que lutaram para entrar nas universidades.

Mulheres que desafiaram estruturas de poder para que hoje pudéssemos falar com liberdade.

Nós somos herdeiras dessas mulheres.

Herdeiras de Bertha Lutz, que abriu caminhos para que as mulheres brasileiras pudessem votar e participar da vida pública.

Herdeiras de Maria da Penha, que transformou sua dor em uma lei que protege milhões de mulheres da violência.

Somos também herdeiras das mulheres do Peru e da América Latina — mulheres como María Jesús Alvarado Rivera e Flora Tristan — que defenderam a educação, a dignidade e a igualdade quando quase ninguém estava disposto a ouvi-las.

Graças a essas mulheres, hoje temos voz.

Mas ter voz também significa denunciar.

Porque ainda vivemos em um país onde mulheres são assassinadas simplesmente por serem mulheres.

O feminicídio é uma ferida aberta que nos lembra que a igualdade ainda não foi plenamente conquistada.

E hoje eu quero falar também de outro papel histórico das mulheres: o papel das mães.

Ao longo da história, quando a injustiça se levantou, muitas vezes foram as mães que permaneceram de pé.

Mães que defenderam seus filhos.

Mães que exigiram verdade.

Mães que recusaram aceitar o silêncio.

Existe uma imagem que atravessa séculos e fala ao coração da humanidade: a de Maria, uma mãe, de pé diante da cruz, vendo o sofrimento e a morte de seu filho.

Essa imagem nos lembra que a dor de uma mãe não pertence a um tempo ou a um país.

Ela é universal.

Quando um filho morre injustamente, não morre apenas uma pessoa.

Morre um pedaço do futuro.

Morre um pedaço da vida de uma mãe.

Mas também nasce algo poderoso: a coragem de transformar o luto em luta.

Nós, mulheres, sabemos o valor da vida.

Somos nós que geramos, que cuidamos, que sustentamos famílias e comunidades.

Por isso não podemos aceitar uma sociedade onde tantas mães choram seus filhos e tantas mulheres ainda vivem sob ameaça.

Ser mulher é carregar história, Ser mulher é carregar memória, Ser mulher é carregar coragem.

E enquanto houver mulheres de pé, lembrando nomes, defendendo vidas e exigindo justiça, nenhuma injustiça terá silêncio.

Por isso eu pergunto a vocês:

De quem é a voz que não se cala?

Das mulheres que lutam por justiça.

Texto de Homenagem Dra. Silvia Cardenas Prado do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas FMUSP

Redação Geral Gazzeta Paulista
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