terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

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Adeus a Renato Rabelo: Lideranças da Esquerda se Reúnem em São Paulo para Última Homenagem

O velório do ex-presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, realizado nesta segunda-feira (16), no Crematório da Vila Alpina, reuniu importantes lideranças políticas, militantes históricos e representantes de movimentos sociais de todo o país.

Uma trajetória ligada à história da esquerda brasileira

Renato Rabelo foi uma das principais lideranças do PCdoB nas últimas décadas. À frente do partido, consolidou alianças estratégicas, participou de articulações nacionais e esteve presente em momentos decisivos da política brasileira contemporânea. Seu nome esteve associado à reorganização partidária no período pós-ditadura e à ampliação do diálogo com outras forças progressistas.José Renato Rabelo (Ubaíra, 22 de fevereiro de 1942 – São Paulo, 15 de fevereiro de 2026) foi um político e jornalista brasileiro.

Biografia

Renato Rabelo cursou medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA) até o 6º ano, quando passou a ser perseguido pela ditadura Militar. Foi oficialmente reintegrado ao curso de medicina da UFBA, pela Comissão de Anistia de Ministério da Justiça.

Em 1965 foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do regime militar, ficou semiclandestino e mudou-se para São Paulo. Posteriormente, foi eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ao final de seu mandato na UNE, e já militando junto à Juventude Universitária Católica (JUC) passou a integrar a direção nacional da Ação Popular.

Foi à China, em plena Revolução Cultural, estudar seu sistema político. De volta ao Brasil, continuou sua atividade política na Ação Popular, agora no estado de Goiás. Com a incorporação da AP ao PCdoB, passou a integrar o PCdoB e a fazer parte de seu Comitê Central. Colaborou na retaguarda da Guerrilha do Araguaia entre 1968 e 1973.

Trajetória

Foi presidente do Partido Comunista do Brasil desde dezembro de 2001, em substituição a João Amazonas, com quem colaborou de 1970 até sua morte em 2002. Reeleito duas vezes, passou o bastão da presidência em 2015, durante o X Congresso, para Luciana Santos. A partir de 2015, presidiu a Fundação Maurício Grabois, um espaço do pensamento marxista e progressista do Partido Comunista do Brasil.

No dia 21 de novembro de 2014, recebeu da Assembleia Legislativa da Bahia, a comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira.

Em 2023, apresentou renúncia à presidência da Fundação Maurício Grabois ao Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para cuidar da saúde.

Renato Rabelo morreu no dia 15 de fevereiro de 2026, aos 83 anos. Segundo o partido, o político enfrentava um câncer há três anos. A informação foi divulgada pelo PCdoB em uma nota oficial.

Durante o velório, personalidades da esquerda destacaram sua capacidade de articulação política e seu papel na construção de frentes amplas. Parlamentares, dirigentes partidários e lideranças sindicais compareceram para prestar as últimas homenagens.

Presença política e simbolismo

O ato também ganhou contornos políticos. A presença de diversas lideranças reforçou o peso histórico de Rabelo no campo progressista. Discursos ressaltaram sua defesa da democracia, da soberania nacional e das pautas sociais.

Em meio às homenagens, militantes lembraram que sua atuação ultrapassou os limites partidários, dialogando com diferentes setores da sociedade. O momento foi marcado por aplausos e manifestações de reconhecimento à sua trajetória.

Legado e debate

A despedida ocorre em um contexto de intensas disputas ideológicas no país. Para aliados, Renato Rabelo deixa um legado de coerência programática e firmeza ideológica. Para críticos, sua atuação sempre esteve vinculada a uma visão política de esquerda tradicional, muitas vezes alvo de polarizações.

Independentemente das posições, sua morte encerra um capítulo importante da história recente do PCdoB e da política nacional.

Redação Geral Gazzeta Paulista
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