Brasília –A luta por políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganhou mais um capítulo importante em Brasília. A psicopedagoga e ativista Maríah Neves, conhecida por sua atuação em defesa das famílias atípicas, foi recebida nesta quinta-feira 12/03/2026 no Ministério da Saúde pelo assessor da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares (ASPAR), Flávio Brasil.
Representando o movimento autista e o Instituto Multidiversa, de Campinas (SP), Maríah levou ao governo federal demandas relacionadas à ampliação de políticas públicas, acesso ao diagnóstico precoce e fortalecimento da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas autistas.
A voz das famílias atípicas chega a Brasília
Na reunião, a ativista destacou desafios enfrentados diariamente por milhares de famílias brasileiras que convivem com o autismo.
Entre os principais pontos levados ao Ministério da Saúde estiveram:
- ampliação do atendimento especializado no SUS;
- redução da fila para diagnóstico precoce;
- capacitação de profissionais de saúde e educação;
- apoio às mães atípicas que assumem grande parte do cuidado diário.
Como mãe atípica e psicopedagoga, Maríah tem se tornado uma das vozes mais atuantes na defesa da causa autista no interior paulista, mobilizando famílias, educadores e profissionais da saúde.
Autismo: um desafio crescente para as políticas públicas
O tema do autismo tem ganhado cada vez mais espaço no debate nacional. Especialistas apontam que o aumento no número de diagnósticos exige estratégias públicas mais estruturadas para garantir acompanhamento terapêutico e inclusão social.
No Brasil, a legislação já reconhece pessoas com autismo como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais, o que garante acesso a direitos específicos nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Ainda assim, famílias relatam dificuldades como:
- falta de especialistas em muitas regiões;
- longas filas de atendimento;
- desigualdade no acesso a terapias.
O papel do ativismo social
A presença de Maríah Neves no Ministério da Saúde simboliza uma tendência crescente: movimentos sociais influenciando diretamente a formulação de políticas públicas.
Especialistas em políticas públicas afirmam que a pressão organizada de famílias e associações tem sido fundamental para colocar o autismo no centro da agenda nacional.
Nesse cenário, organizações da sociedade civil passaram a atuar como pontes entre a população e o poder público, levando relatos reais e demandas concretas aos órgãos governamentais.
Um encontro que representa milhares de famílias
Para integrantes do movimento autista, a agenda representa mais um passo na construção de políticas públicas mais inclusivas e humanas para pessoas com autismo no Brasil.
A expectativa agora é que as pautas apresentadas possam avançar dentro do Ministério da Saúde e se transformem em medidas concretas para apoiar milhões de famílias brasileiras.
































