A Rua Francisca de Carvalho, no Jardim Maria Rosa, foi tomada por cores, música e debate público no sábado, 7 de fevereiro de 2026, durante a 34ª edição do tradicional bloco Banda Espera Marido. Realizado em frente à Padaria Rainha, o evento reuniu cerca de 7 mil pessoas, segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Dr. Peniche, consolidando-se como um dos maiores e mais simbólicos pré-carnavais da cidade.
Tradição que provoca
Criada como sátira bem-humorada às convenções sociais, a Banda Espera Marido transformou a inversão de papéis de gênero em linguagem carnavalesca. Ao longo de mais de três décadas, o bloco deixou de ser apenas folia para se tornar ato cultural e político, despertando aplausos e críticas. Para uns, é celebração da liberdade; para outros, um incômodo necessário que força a cidade a discutir identidade, respeito e cidadania. A polêmica, aqui, não divide: provoca reflexão.
Carnaval que alimenta

O caráter beneficente foi central nesta edição. Os foliões trocaram 2 kg de alimentos não perecíveis por abadás, reforçando o compromisso social do bloco. A Lider: Associação Líder de Empresários doou 70 cestas básicas, destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade, ampliando o alcance solidário da festa. Carnaval também é política pública quando combate a fome.
Apoio institucional e política pública
O evento contou com apoio institucional da Prefeitura de Taboão da Serra, por meio da Secretaria de Assistência Social e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. A presença do poder público legitima o bloco como patrimônio cultural imaterial e aponta para um modelo de gestão que reconhece a cultura popular como instrumento de inclusão, prevenção social e ocupação positiva do espaço urbano.

Impacto urbano e simbólico
Com público estimado em 7 mil pessoas, a Banda Espera Marido movimenta comércio local, fortalece a identidade do bairro e reafirma Taboão da Serra no mapa do carnaval de rua da Grande São Paulo. Mais que números, o bloco entrega pertencimento: quem vai, participa; quem observa, debate; quem critica, reconhece a relevância.
Conclusão

A 34ª edição da Banda Espera Marido prova que o carnaval de rua pode ser histórico, didático e provocador. Entre fantasias, doações e políticas públicas, o bloco segue como espelho da cidade: plural, barulhento, solidário e, sobretudo, vivo.

































