Brasília — Em uma das sessões mais tensas do ano 2025 legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou a suspensão temporária do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ),por 6 Meses decisão que mobilizou intensos debates no plenário e gerou forte reação de parlamentares alinhados à oposição e a movimentos progressistas. A medida, aprovada por maioria simples, decorre de um processo disciplinar conduzido pelo Conselho de Ética, que havia recomendado sanção ao deputado por episódios classificados como “quebra de decoro”.
A imagem registrada no plenário — com parlamentares comemorando e outros protestando energicamente — sintetiza o clima de polarização que marcou a votação. Embora não seja possível identificar indivíduos específicos na fotografia, o ambiente captado demonstra o quanto o tema incendiou articulações políticas nos corredores da Casa.
O que motivou a suspensão
O caso teve origem em declarações e intervenções combativas feitas pelo parlamentar durante sessões anteriores. Parte dos deputados entendeu que houve excesso no tom e no conteúdo das falas. Já aliados do PSOL classificaram a punição como um ataque ao direito de livre manifestação parlamentar, protegido pela Constituição.
A decisão aprovada determina que Braga ficará afastado por 30 dias, sem direito a salário e sem participação em comissões. A sanção, no entanto, não implica cassação de mandato nem perda de direitos políticos.
Reação imediata no plenário
A votação foi acompanhada por aplausos, discursos inflamados e vaias.
Parlamentares contrários à punição afirmaram que a medida cria um precedente perigoso e político. A bancada do PSOL prometeu recorrer da decisão e acionar o Supremo Tribunal Federal para revisão do processo.
Já deputados que votaram pela suspensão sustentaram que a Casa precisa preservar limites institucionais e reagir a condutas consideradas agressivas ou desrespeitosas no exercício do mandato.
Impacto político
A suspensão ocorre em um momento sensível para o Congresso, que enfrenta sucessivas disputas narrativas e embates ideológicos. A decisão tende a:
- Mobilizar a oposição, que vê na punição um cerceamento de vozes críticas;
- Reforçar a postura disciplinar da Mesa Diretora, pressionada por setores que cobram maior rigor em episódios de confronto verbal no plenário;
- Aumentar a tensão entre blocos partidários, especialmente entre esquerda e centro-direita.
Analistas avaliam que o episódio não se encerrará na votação, devendo reverberar no Judiciário e nas redes sociais, espaços onde Braga possui forte atuação.
Próximos passos
O PSOL deve formalizar pedido de revisão e preparar estratégia jurídica para reverter a punição. Paralelamente, a suspensão abre debate sobre os limites da imunidade parlamentar, tema que deve retornar à pauta institucional em 2026.

































