Mauá (SP) – A presença da comitiva de Juquitiba no evento oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na tarde desta segunda-feira (09/02/2026), em Mauá, no ABC Paulista, foi mais do que protocolo. Em meio a anúncios e discursos sobre investimentos federais, a delegação levou uma pauta objetiva: garantir recursos para o município e fortalecer demandas estruturais que extrapolam Juquitiba e alcançam toda a região.
Não se tratou apenas de registrar presença, mas de ocupar espaço político num momento em que o Governo Federal redefine prioridades de investimento em áreas estratégicas como infraestrutura, políticas sociais e desenvolvimento regional.

Quem esteve na linha de frente:
A comitiva foi liderada pelo Presidente Municipal do PT de Juquitiba, Douglas Alves, que articulou a agenda ao lado do Prefeito William Soares (MDB), reforçando a sintonia política com o Planalto Federal. Também participaram Ney de Sá, do Sindicato dos Alimentos de São Paulo, a gestora pública Fernanda Botaro, da SMDHC de Taboão da Serra e Alexandre Ribeiro, Assessesor de gabinete da SMRI, igualmente de Taboão da Serra.

A composição do grupo chama atenção por misturar poder executivo municipal, partido político, movimento sindical e gestão pública regional — um desenho que sinaliza estratégia: ampliar o peso político das reivindicações e enquadrá-las como demandas coletivas, não isoladas.
Disputa por recursos em cenário sensível
O encontro ocorreu num contexto de alta concorrência entre municípios por verbas federais. Prefeitos e lideranças sabem que, em Brasília, quem não aparece, não entra no orçamento. A presença em Mauá, portanto, assume um caráter quase obrigatório para cidades como Juquitiba, que enfrentam desafios históricos em mobilidade, saúde, habitação e geração de emprego.
Há também um componente político inevitável. A aproximação com o presidente Lula e sua equipe reforça alianças, mas também expõe tensões: até que ponto os anúncios feitos em palanque se converterão em recursos efetivamente empenhados e pagos? Essa é a pergunta que ecoa entre gestores municipais e que a população cobra resposta.
Didática do poder
O evento em Mauá funcionou como uma aula prática sobre como se constrói política pública no Brasil: presença física, articulação coletiva e pressão institucional. As imagens mostram conversas informais, registros simbólicos e o ritual clássico da política nacional — onde cada aperto de mão pode significar uma emenda, um convênio ou uma obra futura.

Para Juquitiba e região, o saldo imediato é político. O resultado concreto dependerá dos próximos capítulos: reuniões técnicas, projetos apresentados e capacidade de transformar discurso em execução. A história mostra que quem ocupa o espaço certo, na hora certa, costuma largar na frente.

































