Barueri (SP) — A Justiça paulista tornou réu o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, investigado por duplo homicídio ocorrido no município de Barueri. O caso, de forte repercussão nacional, expõe um enredo que mistura relações profissionais, posse legal de armas e um desfecho trágico dentro de um ambiente de trabalho.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime vitimou dois médicos, colegas de profissão do acusado. Imagens de câmeras de segurança — anexadas aos autos — registram momentos anteriores ao ataque, indicando discussão e tensão no local. A acusação sustenta que houve intenção homicida, o que embasou o recebimento da denúncia e a abertura da ação penal.
Perfil e antecedentes
Carlos Alberto Azevedo Silva Filho é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), com registro regular de armas, conforme documentação apresentada na fase inicial do inquérito. A defesa argumenta que a posse legal não implica, por si só, conduta criminosa, e que o contexto do episódio ainda será amplamente debatido em juízo.
Versão da empresa
Em nota, a empresa da qual o médico é sócio declarou que o ocorrido foi um “fato pessoal”, sem relação com as atividades empresariais. A manifestação buscou preservar a imagem institucional e afastar qualquer vínculo operacional com o episódio.

Investigação e próximos passos
A Polícia Civil concluiu a fase de investigação preliminar, reunindo laudos periciais, oitivas de testemunhas e imagens que agora passam ao crivo do contraditório. Com o réu formalmente processado, o caso entra na etapa de instrução, quando acusação e defesa apresentarão provas e versões dos fatos. A depender do entendimento do júri, o acusado poderá responder por homicídio qualificado.
Impacto e debate público
O episódio reacende discussões sobre violência armada, saúde mental e conflitos no ambiente profissional, especialmente em áreas de alta pressão como a medicina. Também coloca em pauta os limites da posse legal de armas e os mecanismos de prevenção a tragédias anunciadas.
A Gazzeta Paulista seguirá acompanhando o processo, garantindo informação precisa, contextualização jurídica e direito à ampla defesa, pilares essenciais do jornalismo responsável.

































