Na última terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o Reverendo Isaías Dutra, chanceler da Diocese Anglicana Católica do Brasil, protagonizou um encontro marcante na sede administrativa da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra.
O evento reuniu a Rainha do Zimbábue, Mamboakadzi Aluko, e o Príncipe Kwabo Mabulo, de Angola, em uma demonstração de diálogo intercontinental e ecumênico.
A reunião, descrita como “frutífera” por fontes próximas, abordou temas como cooperação religiosa, preservação cultural africana e parcerias espirituais entre o Brasil e nações africanas.
O Rev. Dutra, representando o anglicanismo católico brasileiro, destacou a importância de unir tradições ancestrais em prol da paz global. “Este é um passo para fortalecer laços entre povos de fé compartilhada”, afirmou ele em declaração exclusiva Mamboakadzi Aluko, líder espiritual tradicional do Zimbábue, e o Príncipe Kwabo Mabulo, representante de Angola, foram recebidos com honras protocolares pela prefeitura.
O Chefe de Gabinete do prefeito Daniel Borgalho Sr. Eduardo Rijo, presente no evento, elogiou a iniciativa como um exemplo de abertura cultural para a cidade paulista.
Diplomacia cultural e protagonismo africano
O encontro evidencia um movimento crescente: o diálogo entre autoridades religiosas brasileiras e lideranças africanas com foco em cooperação cultural, social e educacional.
Taboão da Serra, município da Região Metropolitana, tem histórico de forte presença de movimentos sociais e iniciativas ligadas à pauta racial. Ao receber lideranças africanas, a cidade amplia seu papel como espaço de convergência entre tradição ancestral e políticas contemporâneas.
A presença do chanceler anglicano adiciona um componente relevante. A Igreja Anglicana, historicamente associada a processos de mediação institucional e diálogo ecumênico, tem buscado aproximação com pautas sociais e de inclusão.
Entre tradição e política
O uso de trajes tradicionais africanos, colares simbólicos e a entrega de uma honraria com o mapa da África não são meros elementos estéticos. Representam:
- Reconhecimento de ancestralidade
- Afirmação identitária
- Resgate histórico
- Diplomacia simbólica
Contudo, encontros dessa natureza também suscitam questionamentos. Estariam as instituições brasileiras preparadas para transformar simbolismo em políticas concretas? O diálogo cultural será convertido em ações efetivas contra desigualdade racial, exclusão econômica e intolerância religiosa?
Taboão no centro do debate racial
Nos últimos anos, Taboão da Serra tem sediado eventos que aproximam o Brasil do continente africano, reforçando laços históricos que remontam ao período colonial e à formação social brasileira.
A aproximação entre autoridades religiosas e lideranças africanas pode abrir caminhos para:
- Programas de intercâmbio cultural
- Cooperação educacional
- Projetos sociais voltados à juventude negra
- Debates sobre intolerância religiosa
Um marco simbólico — e seus desdobramentos
Mais do que um registro fotográfico, o encontro marca um gesto político e cultural. Em tempos de polarização, iniciativas de diálogo intercontinental ganham relevância.
Resta agora acompanhar quais serão os próximos passos. A história demonstra que gestos simbólicos são importantes, mas é a materialização em políticas públicas que consolida transformações reais.
Taboão da Serra pode estar escrevendo um novo capítulo na relação entre Brasil e África — com fé, cultura e política caminhando lado a lado.
O encontro, que durou cerca de duas horas, abre portas para futuras colaborações, incluindo projetos missionários e intercâmbios culturais.
Mais detalhes devem ser divulgados em breve pela Diocese Anglicana Católica do Brasil.

































