quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Menos Intolerância, Mais Respeito: A Atuação da Coordenadoria de Promoção da igualdade Racial em Taboão da Serra

A imagem que circula nas redes e nos espaços públicos de Taboão da Serra carrega uma mensagem direta e contundente: “Menos intolerância, mais respeito”. O material, assinado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, com apoio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, não é apenas uma peça institucional — é um posicionamento político, social e histórico diante de um problema estrutural do Brasil: o racismo e a intolerância religiosa.

O cartaz destaca de forma pedagógica que racismo religioso e preconceito religioso são crimes, além de orientar a população sobre os canais de denúncia, como o Disque 100, serviço gratuito, sigiloso e acessível. Ao trazer uma mulher negra em destaque, com elementos simbólicos de ancestralidade africana, a imagem resgata identidades historicamente marginalizadas e reafirma o direito à fé, à cultura e à dignidade.

Uma política pública que nasce da luta histórica

A Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Taboão da Serra surge em um contexto marcado por desigualdades profundas. O Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão e, até hoje, convive com seus reflexos sociais, econômicos e culturais. Dados nacionais mostram que a população negra é a principal vítima de violência, discriminação institucional e intolerância religiosa — especialmente praticantes de religiões de matriz africana.

Nesse cenário, a atuação da Coordenadoria vai além do discurso simbólico. O órgão tem papel estratégico na formulação, articulação e execução de políticas públicas voltadas ao combate ao racismo, à promoção da igualdade racial e à defesa da liberdade religiosa, dialogando com escolas, órgãos públicos, movimentos sociais e comunidades tradicionais.

Educação, denúncia e enfrentamento

A campanha analisada cumpre um papel didático essencial: informa, conscientiza e convoca a sociedade à responsabilidade coletiva. Ao explicitar que preconceito religioso é crime, o material rompe com a naturalização da violência simbólica e física sofrida por terreiros, líderes religiosos e fiéis.

Ao mesmo tempo, a divulgação do Disque 100 reforça que o enfrentamento ao racismo não deve ser silencioso. Denunciar é um ato de cidadania e de defesa dos direitos humanos.

Uma mensagem que provoca e educa

A iniciativa também carrega um caráter polêmico, pois enfrenta diretamente setores que ainda relativizam o racismo ou tentam invisibilizar a intolerância religiosa sob o argumento da “liberdade de expressão”. A campanha deixa claro: não se trata de opinião, mas de crime previsto em lei.

Redação Geral Gazzeta Paulista
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