No próximo dia 28 de março de 2026, a cidade de São Paulo será palco de um encontro que promete ir além de um simples debate acadêmico. Com o título provocativo — “Desafios do Brasil e da Esquerda na Atual Crise Mundial” — o seminário organizado pelo Coletivo João Paulo, na Academia Paulista de Letras, no Largo do Arouche, coloca em evidência as tensões, contradições e estratégias da esquerda brasileira em um momento decisivo da história política nacional.
Um evento, três eixos — e muitas divergências
A programação revela mais do que uma agenda: escancara as diferentes correntes de pensamento dentro do campo progressista.
Logo pela manhã, às 9h, o economista Márcio Pochmann e o ex-ministro Luiz Eduardo Greenhalgh abrem os trabalhos discutindo o cenário internacional — tema que, na prática, reflete diretamente na política interna brasileira, sobretudo diante de crises econômicas globais e rearranjos geopolíticos.
Às 11h, o foco se desloca para dentro do país, com Miriam Belchior e Rogério Carvalho analisando o balanço e os desafios do governo Lula. Aqui, o debate tende a ser mais sensível: entre avanços sociais e críticas sobre limites estruturais, o governo segue sendo alvo tanto da oposição quanto de setores da própria esquerda.
Encerrando o seminário, às 14h, nomes históricos como Zé Dirceu e Hélio Rodrigues entram em campo com o tema mais explosivo: “Desafios da esquerda e eleições 2026” — um sinal claro de que a disputa pelo futuro já começou.
Mais que debate: articulação política
Embora apresentado como um seminário, o evento carrega forte caráter de articulação política. A presença de figuras com histórico decisivo na política nacional sugere que o encontro pode funcionar como um laboratório estratégico para o campo progressista.
A escolha do local — região central de São Paulo, próxima à Praça da República — também não é aleatória. Trata-se de um território simbólico, historicamente ligado a mobilizações sociais, culturais e políticas.
Unidade ou fragmentação?
O seminário surge em um momento em que a esquerda brasileira enfrenta um dilema clássico: unidade ou fragmentação.
De um lado, há a necessidade de consolidar uma frente ampla diante do avanço de forças conservadoras. De outro, persistem divergências internas sobre rumos econômicos, alianças políticas e estratégias eleitorais.
A discussão sobre 2026, ainda distante no calendário, mostra-se urgente nos bastidores.
O pano de fundo: crise global e pressão interna
O tema central — a crise mundial — funciona como pano de fundo para um debate mais profundo: como o Brasil deve se posicionar em um cenário internacional instável, sem perder de vista as demandas sociais internas.
Inflação, desigualdade, transição energética e governabilidade são alguns dos pontos que devem atravessar as falas dos participantes.
Entre reflexão e disputa
Na prática, o seminário sintetiza o momento atual da esquerda brasileira:
um campo político que busca se reorganizar, mas que ainda carrega tensões históricas não resolvidas.
Mais do que respostas, o evento deve produzir perguntas — e, possivelmente, novas disputas.
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