Taboão da Serra e toda a região metropolitana foram tomadas por comoção com a notícia do falecimento de mãe Ojú Onírè, carinhosamente lembrada como “A Eterna Dama de Ferro”, símbolo de resistência, ancestralidade e sabedoria popular.
A despedida ocorre em dois momentos marcantes: o velório, às 19h, em Ojú Onírè – Rua Francisco Gizeudo Honório, 123, Cultura Física, Embu das Artes, e o sepultamento, às 12h30, no Cemitério e Crematório Valle dos Reis.
não apenas anuncia uma perda, mas comunica um legado. Ojú Onírè não foi apenas uma liderança espiritual: foi guardiã de memória, identidade e dignidade de um povo historicamente silenciado.
Condolências oficiais e reconhecimento público
Em nota, o Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Taboão da Serra, Prof. Moreira, manifestou profundo pesar, destacando que a partida de Mae Ojú Onírè representa “uma perda irreparável para a luta pelos direitos humanos, pela liberdade religiosa e pelo reconhecimento das culturas tradicionais”. Segundo o secretário, sua trajetória “ensinou que resistência também é afeto, educação e coragem cotidiana”.
O posicionamento institucional reforça o caráter histórico do momento: o reconhecimento oficial de lideranças tradicionais ainda é um tema sensível e, muitas vezes, polêmico no Brasil. Ao se manifestar publicamente, a Secretaria sinaliza um compromisso com a pluralidade cultural e religiosa prevista na Constituição.
Entre o luto e a pedagogia social
A morte de Ojú Onírè reacende debates necessários sobre intolerância religiosa, racismo estrutural e invisibilização das matrizes africanas. Seu falecimento não encerra uma história — transforma-se em ferramenta pedagógica, convidando a sociedade a refletir sobre respeito, memória e justiça social.
Para muitos, Ojú Onírè foi abrigo espiritual; para outros, referência política e cultural. Para todos, permanece como símbolo de força feminina negra, ancestral e coletiva.
A Gazzeta Paulista se solidariza com familiares, amigos, comunidades tradicionais e todos que foram tocados por sua trajetória, reafirmando o compromisso de dar visibilidade às histórias que moldam a identidade e a consciência social do nosso tempo.

































