quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Um Legado de Reconhecimento e Impacto do Prêmio ÀṢẸ ÌṢÈṢÈ na Cidade de Itaquaquecetuba

O Instituto Cultural África 54 (ICA54) realizou, no ultimo dia 27 de novembro, a primeira cerimônia do Prêmio ÀṢẸ ÌṢÈṢÈ, um evento que marcou a valorização e a preservação das tradições africanas no Brasil. A cerimônia, realizada às 18h30 na Câmara Municipal de Itaquaquecetuba, no estado de São Paulo, consolidou-se como um marco na história da cultura afro-brasileira. Idealizado pelo Obá Adekunle Aderonmu, presidente do Centro Cultural Africano, o prêmio foi organizado e dirigido sob a liderança de Lili Brito, presidenta do ICA54 e reconhecida defensora das religiões de matrizes africanas e das manifestações culturais afro-brasileiras. O objetivo do prêmio é homenagear personalidades e iniciativas que se destacaram na promoção da cultura africana, criando um espaço de celebração da ancestralidade e das tradições africanas no Brasil. 

 A cerimônia contou com apresentações culturais marcantes, incluindo uma interpretação da cantora Clara Nunes pela artista Penélope Jolie Silva de Oliveira, além da performance “Ancestral Exu”, de Gabriel Cardoso, que refletiram a diversidade e a riqueza das culturas africanas e afro-brasileiras,  Cláudia Paixão cantora gospel entoou o Hino Nacional Brasileiro no som dos atabaques. Também houve uma exposição de vestuário afro religioso.  Entre os convidados especiais esteve o Rei Nigeriano Obá Adekunle Aderonmu, líder tradicional de renome internacional e presidente do Centro Cultural Africano. Ele destacou que o prêmio fortaleceu a união entre as comunidades africanas e afrodescendentes no Brasil. Acompanhado por sua esposa, Ayaba Olori Falilat Toyin Aderonmu, a cerimônia também contou com a presença da vereadora homenageada Janete Pietá, de Guarulhos, que mencionou suas contribuições e projetos de lei aprovados. 

A diretora da ETEC de Itaquaquecetuba também estava presente, acompanhada por alunos do curso técnico de produção de eventos. Ela ressaltou a importância da educação na promoção da cultura afro-indígena e contribuiu significativamente para a organização do evento. Juliana Molr, diretora do Instituto Federal de Itaquaquecetuba, enfatizou a relevância do reconhecimento das questões relacionadas à ancestralidade. Os laureados incluíram líderes espirituais de diversas religiões de matrizes africanas e representantes de movimentos sociais e culturais afro-brasileiros. A jornalista afro-indígena Zenaide dos Santos SA, de Guarulhos, foi uma das homenageadas, reconhecida por seu comprometimento com o ativismo humanitário, ambiental educacional e pela promoção da equidade social.  A cerimônia promoveu um momento de união entre as comunidades afrodescendentes e serviu como espaço de aprendizado e valorização das heranças culturais africanas. O evento buscou sensibilizar a sociedade sobre a importância de preservar as tradições e respeitar as religiões de matrizes africanas, essenciais para a construção da identidade cultural brasileira. 

 O Prêmio ÀṢẸ ÌṢÈṢÈ remete ao conceito fundamental da cultura africana – “Isésé”, que significa energia vital e poder de transformação. Foi entregue a pessoas que desempenharam papéis cruciais na disseminação e preservação da cultura africana no Brasil. O prêmio simbolizou o compromisso com as práticas ancestrais e a valorização do patrimônio cultural africano, que exerce grande influência na formação da sociedade brasileira.  A presidenta do ICA54, Lili Brito, destacou: “Este prêmio não foi apenas uma celebração, mas também um reconhecimento da luta diária de tantas pessoas e grupos que mantêm vivas as tradições africanas em um contexto de respeito e igualdade. Estamos criando um legado que honra nossas raízes e fortalece nossa identidade.”  O evento foi aberto ao público; embora o convite tenha sido estendido à vereança para celebrar a riqueza da cultura africana, todos se ausentaram devido a compromissos em suas agendas. 

A cerimônia teve caráter ecumênico e ocupou todos os espaços disponíveis, representando um momento histórico para a cidade e o país ao refletir nossa miscigenação, diversidade e união.  Com este evento, o Instituto Cultural África 54 reforçou seu compromisso com o fortalecimento da cultura afro-brasileira, promovendo igualdade e respeito às religiões de matrizes africanas. A cerimônia foi uma celebração da ancestralidade e destacou a promoção educacional como peça fundamental para erradicar a intolerância racial e religiosa; foi uma oportunidade única para aprender sobre as raízes da rica herança cultural africana. 

Por: Zenaide dos Santos SA, Jornalista, Colunista

Redação Geral Gazzeta Paulista
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