Botucatu foi escolhida para iniciar a vacinação contra a dengue no estado de São Paulo com a Butantan-DV, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A campanha marca a primeira aplicação do imunizante em larga escala no estado e coloca o município no centro de uma estratégia inédita de enfrentamento à doença, diante do aumento da circulação do vírus em diversas regiões do país.
A definição da cidade levou em consideração critérios técnicos e epidemiológicos, como o histórico de incidência da dengue, além da capacidade local de planejamento, logística e execução de campanhas de grande porte. Botucatu também se destaca pela estrutura da rede de saúde e pela experiência acumulada em ações de prevenção e controle de doenças.
Projeto-piloto em três estados
Além de Botucatu, o projeto-piloto inclui os municípios de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais. A escolha das três cidades permite avaliar o desempenho do imunizante em contextos regionais distintos. Nesta etapa inicial, mais de 200 mil doses foram distribuídas, com aplicação conforme o público-alvo definido pelas autoridades sanitárias.
A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é apontada como uma vacina de dose única, característica que pode facilitar a ampliação da cobertura vacinal, especialmente em municípios que enfrentam surtos recorrentes da doença.
Impacto esperado na saúde pública
Para o Ministério da Saúde, a iniciativa tem como objetivo medir a efetividade da vacinação e o impacto direto na redução de casos e internações por dengue, além de gerar dados que orientem a possível ampliação da campanha para outras regiões do país.
“Botucatu reúne condições ideais para essa primeira etapa, com estrutura, organização e histórico de resposta em saúde pública. É um município preparado para ajudar o Brasil a avançar no combate à dengue”, afirmou o assessor do Ministério da Saúde, Humberto Tobé.
A vacinação também reforça o papel da produção nacional de imunizantes e o investimento em ciência e inovação como estratégias centrais no enfrentamento de doenças endêmicas no Brasil.

































