A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania promoveu, nesta sexta-feira 13/02/2026, o “Café da Liberdade Religiosa”, encontro que reuniu lideranças evangélicas do município em sua sede institucional. A agenda contou com a presença do secretário municipal, Prof. Moreira, do coordenador-geral da pasta e de diversos pastores que atuam em diferentes bairros da cidade.
O simbolismo do encontro
O evento foi apresentado como espaço de escuta, aproximação e fortalecimento da liberdade de culto — direito assegurado pela Constituição Federal. A proposta, segundo participantes, foi ampliar o diálogo entre o poder público e as igrejas, que desempenham papel relevante em ações sociais, acolhimento de famílias vulneráveis e projetos comunitários.
Entretanto, o encontro também provoca reflexões importantes sobre os limites entre Estado e religião. O Brasil é oficialmente um Estado laico, o que significa que o poder público não pode privilegiar uma crença específica, embora deva garantir o livre exercício de todas.
Debate necessário: diálogo ou favorecimento?

A presença exclusiva de lideranças evangélicas levanta questionamentos sobre a ampliação dessa agenda para outras tradições religiosas presentes em Taboão da Serra, como católicos, espíritas e religiões de matriz africana.
Especialistas em gestão pública apontam que iniciativas voltadas à liberdade religiosa devem ser plurais e inclusivas, garantindo equilíbrio institucional e evitando interpretações de alinhamento político-religioso.
Por outro lado, defensores do encontro argumentam que o diálogo com igrejas fortalece redes de apoio social já existentes na cidade, sobretudo em regiões periféricas onde a presença do Estado muitas vezes é limitada.
Direitos Humanos e pluralidade
A construção de pontes entre governo e sociedade civil é fundamental. O desafio está em assegurar que essas pontes sejam amplas o suficiente para contemplar todas as expressões de fé e também aqueles que não professam religião.

































