Sr. Tarcísio de Freitas Governador do Estado de São Paulo Acredito que o senhor saiba que, quem escreve é o pai do jovem estudante de medicina Marco Aurélio, cheio de saúde e alegria que, aos 22 anos foi assassinado da maneira mais cruel e covarde pelo Estado de São Paulo, a mãos de dois membros da Polícia Militar, e a cumplicidade da hierarquia superior no trágico 20/11/2024. Hoje como médico formado, ele lutaria por salvar outras vidas como era o sono dele. Foi uma frase sua, de lamento público pela morte do meu filho, 40 horas dias depois da tragédia, e diante da indignação e protesto nacional expressada em todos os médios de comunicação, que permitiu a nós fazer a despedida final, na crença que os assassinos seriam punidos: “abusos nunca vão ser tolerados e serão severamente punidos”, mas desde o dia seguinte, só vi que os assassinos continuaram vestindo a farda, recebendo salários e festejando as festas. Outros crimes abusivos seguiram, no exemplo da crueldade e da impunidade dia a dia, vitimando não somente jovens pobres, mas também crianças e mães, além de vítimas dentro da sua mesma corporação. Sangue e lágrimas de inocentes que você devia evitar e aliviar, que pesarão na sua conta biográfica. Semanas depois a nosso ‘fim do mundo’, o senhor respondeu uma carta pública escrita pela mãe de Marco Aurélio, entre prantos ao olhar as bodycams dos assassinos a barbárie cometida, e disse: “Eu entendo as manifestações que eles – pais de Marco Aurélio – têm emitido…. Acho que no lugar deles eu estaria procedendo da mesma forma”, porem manteve aos assassinos, inspiradores e cúmplices nos seus postos. Você brincou com nossos sentimentos. Infeliz e tristemente o senhor tinha mostrado desprezo pelo sofrimento de outras famílias, desafiando até a ONU, ou a Liga da Justiça, se burlando do público e afirmando publicamente que não estava “nem aí”; assim como as frases de apologia a violência de seu Secretário e Segurança Pública Guilherme Derrite, tudo incentivando a mais violência policial contra a gente humilde. Mas como dizem: “Não cuspas no céu”, tomamos sua palavra, fomos na ONU, denunciamos em Genebra os novos gangsteres desta cidade, e na inspiração do sacrifício de Marco Aurélio e outros jovens vítimas, ‘Heróis da Liga da Justiça’ encarnaram-se na forma de jornalistas, professores, ativistas e funcionários: Carolina, Adrian, Luana, Padre Mario, Donato, irmãos Gianazzi, Paulo, Tercio, Claudinho, Patrícia, Maurício, Clara… Minha dívida para com eles será por sempre. No dia de eles lutar suas próprias batalhas, um guerreiro mais, terão a seu lado. Neste inferno de guerra oculta entre o sistema contra uma família, sistema que não é etéreo ou nebuloso, mas é material como uma pedra, personificado com nomes, cargos, e datas, membros do poder judicial cansaram de negar a prisão dos assassinos uma e outra vez, escrevendo uma página vergonhosa para a Justiça. Agora roubos, assédios, provocações e assaltos a minha residência, verdadeiros raids, da maneira mais ousada possível, nem o risco de vida, vão impedir minha luta contra esses assassinos e seus comparsas. Senhor Governador, deve saber que esses dois policias militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, de 1,90 m e 1,80 m, no dia da audiência em que ia tê-los em frente pela única vez, vestindo sua farda completa, ficaram do lado próximo da juíza, para se proteger, por medo de ficar frente a frente ao pai do jovem que assassinaram covardemente. Após eu gritar “Assassinos! Covardes!” sem eu puder chegar até eles, como qualquer pai faria, pediram uma liminar protetiva contra mim, homem sexagenário, grisalho, de 1,67 m. Nossa senhora! Que vergonha mundial para a corporação militar para o grandioso Brasil. Mundo bizarro, de cabeça para baixo, final dos tempos, que se tornou este São Paulo… Cada manha que acordo, eu não encontro aquele meu garoto amante do futebol, da música e cheio de carinho, meu coração sangra eternamente. No final dos meus dias, o Criador me dirá porque permitiu tirarem ele de mim dessa maneira, sem eu puder salvá-lo, mas antes disso, não haverá passado um dia, sem lutar pela “justiça sem tempo” dos homens. Na angustia e a dor pela impunidade dos assassinos, nestes 542 dias, gritei nas ruas e nos quartéis que a Polícia Militar do Brasil se tornou “não somente a polícia mais violenta… mas também a mais covarde do mundo”. Jornais escreveram isto em pedra e converteram em História. Cabe ao senhor decidir, se essa História será esquecida ou sempre será lembrada. Se não for pela sensibilidade da dor eterna de um pai, que tal vez você possa compreender, então que seja para salvar a história e reputação dos bons policias, que acredito possam haver. Salve sua própria corporação, da qual uma vez também foi parte. Prenda e expulse os PMs assassinos de Marco Aurélio! São Paulo, 18 de maio de 2026 Dr. Julio César Acosta Navarro, PhD, PhD Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Carta Aberta ao Governador Tarcísio do Pai Jovem Marco Aurelio que hoje Medico: “Prenda e Expulse os PMs Assassinos!”
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