sexta-feira, 6 de março de 2026

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Em três anos, SP ultrapassa 4 milhões de mamografias após reajuste da Tabela SUS Paulista

No Mês da Mulher, o Governo de São Paulo ressalta o reforço da prevenção do câncer de mama com a ampliação do acesso à mamografia, exame central para detectar precocemente alterações na mama e organizar o cuidado na rede pública. Entre 2023 e 2025, foram realizadas 4.041.933 mamografias no estado, alta de 24% em relação ao triênio anterior (3.261.952). Os números mostram o fortalecimento do cuidado e a priorização do rastreamento bienal em mulheres de 50 a 69 anos recomendado pelo Instituto Nacional de Câncer, além da ampliação da cobertura nessa faixa etária onde há evidência de redução de mortalidade.

A expansão do acesso está associada a iniciativas estruturantes adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), como a atualização dos valores pagos a Santas Casas e hospitais filantrópicos por procedimentos oncológicos por meio da Tabela SUS Paulista. A medida corrige defasagens históricas da tabela nacional do SUS e amplia a capacidade de atendimento destes serviços, atualmente, responsáveis por cerca de 50% do atendimento da rede pública paulista.

Entre os procedimentos relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama contemplados pelo programa estão a biópsia de nódulo de mama, cujo valor passou de R$ 70 para R$ 157,50 (alta de 125%); a mamografia, reajustada de R$ 22,50 para R$ 45 (100%); a prótese mamária, que subiu de R$ 159,60 para R$ 319,20 (100%); a radioterapia de mama, de R$ 5.904 para R$ 8.265,60 (40%); e a quimioterapia para carcinoma, que passou de R$ 2.378,90 para R$ 3.330,46 (40%).

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a atualização dos valores busca ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e reduzir filas. “O fortalecimento da rede passa também pela valorização dos procedimentos e dos hospitais que atendem pelo SUS. A atualização dos valores permite ampliar a oferta de exames e tratamentos e garantir mais acesso às mulheres. Isso salva vidas”, afirma.

Ampliação da rede oncológica

A ampliação da oferta de serviços também se reflete no crescimento da assistência oncológica no estado. O estado de São Paulo registrou aumento de 15% na oferta de serviços oncológicos da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

Atualmente, o estado conta com 86 unidades da rede, sendo 65 Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e 14 Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons). Outras sete unidades são hospitais gerais que realizam cirurgias oncológicas.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs), administradas pelos municípios, são a porta de entrada para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Quando há necessidade de cuidados de alta complexidade, o paciente é encaminhado para unidades de referência ou regulado pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp), que direciona o atendimento conforme o quadro clínico e a disponibilidade de serviços especializados.

Ampliação do acesso

O avanço também é impulsionado pelo programa Mulheres de Peito, que ampliou o número de carretas itinerantes de mamografia, levando o exame gratuito a diferentes regiões do estado e facilitando o acesso para mulheres que vivem fora dos grandes centros urbanos. A estratégia reduz deslocamentos e amplia a cobertura do rastreamento.

Além disso, o agendamento das mamografias também pode ser feito pelo aplicativo do Poupatempo, ampliando a facilidade de marcação e aproximando o serviço da população. O agendamento também é possível por meio do número 0800 779 0000.

O avanço também é impulsionado pelo programa Mulheres de Peito, que ampliou o número de carretas itinerantes de mamografia fotos: Isaias Dutra-GazzetaPaulista-SP

Seguindo as novas normas de rastreamento, o programa atende mulheres de 50 a 74 anos apenas com RG e cartão SUS. Já pacientes entre 35 e 49 anos e acima de 74 precisam apresentar pedido médico. O atendimento das carretas é destinado a mulheres a partir de 35 anos que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses.

O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade por câncer de mama. As ações reforçam a estratégia do estado de ampliar o acesso ao rastreamento, fortalecer a rede assistencial e garantir atendimento em tempo oportuno às mulheres paulistas.

“A saúde da mulher envolve prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento adequado. Quando ampliamos exames como a mamografia e fortalecemos a rede especializada, garantimos que mais mulheres sejam atendidas no momento certo”, explica Edmund Chada Baracat, coordenador da área técnica de Saúde da Mulher da SES.

Redação Geral Gazzeta Paulista
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