A Prefeitura Municipal de Taboão da Serra, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, realiza nesta quinta-feira, dia 30 de julho de 2026, o Concurso de Beleza “Pretas que Inspiram – Tereza de Benguela”. O evento cultural e afirmativo ocorrerá das 15h às 19h, no Centro de Formação Tula Pilar, localizado na Rua Alfredo Wolf, nº 150, no Jardim Maria Rosa.
A iniciativa celebra a beleza, a ancestralidade e o protagonismo das mulheres negras do município, integrando a agenda de ações em alusão ao mês da mulher negra e à memória de Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou símbolo de resistência e liderança no Brasil.
Valorização da Ancestralidade e Empoderamento Feminino
O concurso “Pretas que Inspiram” vai além dos padrões estéticos tradicionais, configurando-se como uma plataforma de afirmação identitária, autoestima e reconhecimento do papel fundamental das mulheres pretas na construção social e cultural de Taboão da Serra.
A realização da atividade reforça o compromisso das políticas públicas locais na promoção da equidade racial e no combate ao racismo estrutural. O evento busca dar visibilidade às trajetórias, expressões artísticas e histórias de vida das participantes, destacando a relevância da representatividade em todos os espaços da sociedade.
Homenagem a Tereza de Benguela e ao Centro de Formação Tula Pilar
A escolha da patrona Tereza de Benguela e do local de realização carrega forte simbolismo para o movimento negro e para a história da resistência feminina:
- Tereza de Benguela: Liderou o Quilombo do Quariterê no século XVIII, resistindo à escravização e coordenando um sistema político e econômico próprio. Sua memória inspira as ações do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (celebrado em 25 de julho).
- Centro de Formação Tula Pilar: O espaço que acolhe o certame homenageia a poetisa e escritora negra Tula Pilar, consolidando-se como um polo de difusão cultural, educacional e de formação cidadã em Taboão da Serra.
Programação e Participação da Comunidade
A celebração reunirá moradoras do município, lideranças comunitárias, ativistas e representantes dos direitos humanos para uma tarde de exaltação à cultura afro-brasileira. A programação contará com desfiles, apresentações culturais e momentos de integração voltados para o fortalecimento das redes de apoio e valorização da mulher negra na Região Sudoeste da Grande São Paulo.
O evento é aberto ao público e convida toda a comunidade taboanense a prestigiar a exaltação da beleza e da força das mulheres da cidade.
Organização de Dados: Ficha Técnica do Concurso de Beleza
Para resumir as informações de serviço e os detalhes do evento organizado no município, os dados oficiais foram consolidados na tabela abaixo pelo Portal Gazzeta Paulista:
| Eixo Analisado | Detalhes Oficiais do Evento |
|---|---|
| Nome do Evento | Concurso de Beleza “Pretas que Inspiram – Tereza de Benguela” |
| Data e Horário | 30 de julho de 2026 (Quinta-feira), das 15h às 19h |
| Local de Realização | Centro de Formação Tula Pilar |
| Endereço | Rua Alfredo Wolf, nº 150 – Jardim Maria Rosa (Taboão da Serra / SP) |
| Realização | Prefeitura de Taboão da Serra / Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania |
| Tema Central | Beleza, representatividade, empoderamento e ancestralidade da mulher negra |
| Público-Alvo | Moradores de Taboão da Serra, militância racial e comunidade em geral |
O Concurso de Beleza “Pretas que Inspiram – Tereza de Benguela” reafirma a tradição de Taboão da Serra na realização de eventos afirmativos de impacto social, celebrando a identidade e o orgulho da mulher negra.
Tereza de Benguela (Reino de Benguela — Capitania de Mato Grosso, 25 de julho de 1770) foi uma líder quilombola documentada na década de 1770, quando liderava o Quilombo do Piolho, às margens do rio Guaporé, nas cercanias da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, atual estado de Mato Grosso.[1][2]
Liderança quilombola
Tereza de Benguela documenta-se em apenas duas fontes históricas, ambas da década de 1770, referentes à campanha de 1770 que teve por objetivo e consequência a destruição do Quilombo do Piolho e a morte de Tereza, então sua rainha: a descrição do provedor da fazenda real Filipe José Nogueira Coelho, e o texto dos Anais de Vila Bela, referente ao ano de 1770, e provavelmente escrito nesse mesmo ano.[2]
Mulher escravizada fugida do capitão Timóteo Pereira Gomes, Teresa fora esposa de José Piolho,[3] que chefiava o Quilombo do Piolho.[1]
O quilombo era governado por um sistema semelhante a parlamento, com casa própria para as reuniões do conselho, tendo por maior conselheiro José Piolho, “escravo da herança do defunto Antonio Pacheco de Morais”, que em tempos liderara um quilombo no Rio de Janeiro. Após a morte de Piolho, baleado na sequência de várias ciladas que armara a soldados, muitos anos antes antes de 1770, Tereza assumiu a liderança,[4] comandando a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com pessoas brancas ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumento de trabalho, visto que muitos dominavam o uso desses instrumentos. O Quilombo do Quariterê, além do parlamento e de um conselheiro para a rainha, desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos, como também os alimentos excedente
