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Feira Gastronômica do Jardim São Judas vira palco de cidadania, resistência e debate social

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Sec .MDHC Pforf. Moreira com Lider Comunitaria Vania e Moradores do Bairro na 4º edição da Feira Gastronomica Foto: Isaias Dutra-Gazzeta Paulista

Na noite da última sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a 4ª edição da Feira Gastronômica de São Judas transformou uma via pública da periferia em muito mais do que um espaço de comida e convivência. O evento, organizado pela líder comunitária Sra. Vânia, tornou-se um território simbólico de afirmação de direitos, ao receber a presença do Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Prof. Moreira, no encerramento das atividades do dia.

um retrato fiel do Brasil real, que sobrevive à margem das políticas públicas estruturantes, mas insiste em criar alternativas de renda, cultura e pertencimento. É justamente nesse cenário que a presença institucional ganha peso político e histórico.

Mais que gastronomia: um ato político silencioso

A participação do secretário não foi protocolar. Em meio a moradores, feirantes e famílias, Prof. Moreira dialogou diretamente com a população, ouviu demandas e reafirmou que direitos humanos não se exercem apenas em gabinetes, mas nas ruas, nos territórios esquecidos e nas iniciativas populares.

A feira do Jardim São Judas escancara uma contradição histórica: enquanto o poder público muitas vezes criminaliza a ocupação do espaço urbano por trabalhadores informais, são esses mesmos eventos que garantem sustento, fortalecem laços comunitários e promovem segurança social onde o Estado falha.

A polêmica necessária: quem pode ocupar a cidade?

De acordo Com líder comunitária Sra. Vânia presença do secretário também reacende um debate incômodo e necessário:
 Por que feiras populares ainda enfrentam perseguição, burocracia excessiva e preconceito institucional?
 Por que iniciativas lideradas por mulheres periféricas, como a da Sra. Vânia, raramente recebem apoio contínuo do poder público?

Ao circular entre as barracas, o secretário sinalizou que a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania reconhece esses espaços como instrumentos legítimos de inclusão social, economia solidária e direito à cidade.

Um registro histórico da periferia que resiste

A 4ª edição da Feira Gastronômica do Jardim São Judas entra para a história local não apenas pela comida ou pelo público, mas por consolidar-se como um ato de resistência comunitária. Em um país marcado pela desigualdade urbana, eventos como este mostram que cidadania também se constrói com fogão aceso, rua ocupada e diálogo direto com o poder público.

A presença do secretário Prof. Moreira simboliza um passo importante: reconhecer a periferia como sujeito político, não como problema social.

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