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Marina Silva na OAB-SP defende segurança e Instituto Federal no Grajaú

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Marina Silva na OAB-SP defende segurança e Instituto no Grajaú

Ex.Ministra Marina Silva na OAB-SP apresentou um panorama detalhado sobre os principais dilemas estruturais que afetam tanto o estado de São Paulo quanto o cenário nacional. Durante palestra concorrida e sabatina realizada em 24/08/2026 na sede da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora debateu tópicos estratégicos para o desenvolvimento socioeconômico, conectando a urgência de respostas integradas nos setores de segurança pública, crise climática e educação.

Diante de advogados, lideranças sociais e representantes do extremo sul da capital paulista, a presença de Marina Silva na OAB-SP destacou a necessidade de equilibrar a capacidade produtiva da região com o enfrentamento de vulnerabilidades históricas. A ex-ministra foi enfática ao declarar que a segurança pública é uma questão nacional e defendeu que ela seja tratada de forma integrada, comparando a necessidade de coordenação central ao modelo federativo adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As quatro dimensões estratégicas da segurança

Ao analisar os desafios estaduais no evento promovido pela OAB-SP em 24/08/2026, a abordagem da ex-ministra do Meio Ambiente estruturou-se em torno de quatro eixos interdependentes que definem a estabilidade social e econômica na atualidade:

  • Segurança Pública: A necessidade de combate ao crime organizado e à violência urbana por meio do fortalecimento da inteligência, cooperação federativa e foco rigoroso no enfrentamento à violência contra a mulher.
  • Segurança Climática: A implementação de medidas preventivas, financiamento verde e ações de adaptação diante do aumento global das temperaturas e de eventos climáticos extremos.
  • Segurança Hídrica: A proteção, conservação e restauração de mananciais, rios e áreas úmidas essenciais para o consumo humano, a produção industrial e o agronegócio.
  • Segurança Alimentar e Energética: A preservação da capacidade agrícola e da matriz de geração limpa diante de períodos severos de estiagem e secas prolongadas.

A integração dessas quatro dimensões busca impedir que tragédias ambientais ou episódios recorrentes de violência desestabilizem a infraestrutura social paulista, reforçando a urgência de um planejamento estatal de longo prazo.

Nacionalização da segurança pública e inteligência

A articulação entre os entes federativos foi apontada por Marina Silva na OAB-SP como um elemento indispensável para conter a escalada da criminalidade complexa. Segundo a palestra, o isolamento das forças policiais estaduais mostra-se insuficiente para enfrentar facções que operam em escala nacional e transnacional, impactando negativamente setores da economia formal, a segurança viária e os eixos logísticos do país.

Segurança pública é questão nacional e deveria ser federalizada, tal qual o SUS. Precisamos devolver o espaço público para as pessoas e garantir segurança dentro de casa, com ação integrada entre Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Receita Federal.”

Para garantir a efetividade desse plano, defendeu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública seja tratada como um projeto de Estado para o Brasil, separando as atribuições institucionais das disputas político-partidárias. Entre as prioridades destacadas, a proteção às mulheres recebeu atenção especial: o aumento de 10% nos casos de feminicídio em São Paulo — no mesmo período em que o índice caiu 2% no restante do país — foi apontado como sintoma direto da falta de integração e inteligência estratégica.

Lembrou ainda a importância de aprovações como a Comissão de Combate à Pobreza, alinhada a programas de transferência de renda como o Bolsa Família, para enfrentar as raízes sociais da violência.

Pauta climática, transição ecológica e dados agrícolas

Tratando a crise climática como uma questão de segurança nacional, a senadora alertou sobre os impactos diretos que as transformações do clima causam na infraestrutura produtiva do Brasil. Apontou que o país já enfrentou a perda de 19% dos seus corpos hídricos naturais e que cerca de 20% da produção agrícola foi afetada por oscilações e eventos severos.

A agenda de transição ecológica proposta conecta o crescimento econômico sustentável à proteção dos ecossistemas. O Plano de Transformação Ecológica prevê instrumentos financeiros capazes de reorientar a indústria e o agronegócio sem exigir a expansão da fronteira agrícola, focando em ganhos de produtividade por meio de inovação tecnológica e no fortalecimento do Fundo Clima, que hoje conta com um orçamento de 27 bilhões de reais.

Eixos da transformação ecológica e governança

As diretrizes para consolidar uma economia de baixo carbono envolvem os seguintes pilares:

  • Inovação Tecnológica: Apoio à pesquisa científica aplicada para o desenvolvimento industrial sustentável.
  • Finanças Verdes: Atração de recursos internacionais e fundos globais voltados a projetos ambientais.
  • Economia Circular: Incentivo à reciclagem industrial, reaproveitamento de insumos e redução de desperdícios.
  • Transição Energética: Ampliação das fontes renováveis e descarbonização contínua das frotas e indústrias.
  • Infraestrutura Resiliente: Readequação de cidades frente a tempestades e deslizamentos, apoiada por um Marco Legal contra eventos climáticos extremos.

Compromisso com o Instituto Federal no Grajaú

Um dos momentos marcantes da passagem de Marina Silva na OAB-SP foi o apoio explícito à pauta educacional do extremo sul da capital paulista, representado pelo compromisso assumido para a instalação de um Instituto Federal no Grajaú.

Durante a palestra, os coordenadores Mauricio Canto e Eduardo Seraphim, em representação ao Movimento Universidade Pública Grajaú, Cidade Dutra e Parelheiros, entregaram oficialmente o documento com a reivindicação à senadora. A região engloba mais de 500 mil habitantes e possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de São Paulo, carecendo de instituições públicas de ensino superior de grande porte. A acolhida da pauta reforça a aliança estratégica para que o pleito ganhe andamento junto aos ministérios em Brasília.

Reformas institucionais e representatividade

No encerramento de sua apresentação em 24/08/2026, Marina Silva enfatizou a relevância do equilíbrio democrático e da constante melhoria das instituições públicas. Ao tratar da gestão estatal, frisou que “ninguém governa o país com privatizações mal feitas” e ressaltou que as soluções para os problemas nacionais podem surgir de diferentes espectros políticos quando voltadas ao bem comum.

Sobre a governança dos Poderes da República, reconheceu que “falhamos muitas vezes nos processos de autocorreção”, defendendo a construção de “instituições virtuosas” que atuem com transparência. Reafirmou seu apoio à autonomia do Poder Legislativo, defendeu a ampliação da presença de mulheres em cargos de cume — como no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Senado Federal — e manifestou suporte a políticas de reserva de vagas como mecanismo legítimo para a correção de desigualdades históricas no Brasil.

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