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Parlamentares da União Europeia cobram investigação internacional após interceptação de flotilha humanitária

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O Parlamento Europeu voltou a pressionar Israel após a interceptação da missão humanitária da Global Sumud Flotilla no Mar Mediterrâneo.

Em carta divulgada nesta semana, 37 eurodeputados pediram medidas urgentes da União Europeia diante das denúncias envolvendo a detenção de ativistas internacionais que participavam da ação pró-Palestina.

Segundo o documento, os parlamentares afirmam que a operação realizada pelas forças navais israelenses no último dia 18/05/2026 ocorreu em águas internacionais e classificam a ação como uma violação do direito internacional e dos princípios de direitos humanos previstos nos acordos firmados entre Israel e a União Europeia.

Os eurodeputados também mencionam denúncias de abusos físicos, tortura e violência sexual relatadas por participantes de uma interceptação anterior da mesma flotilha, ocorrida em abril deste ano.

Apesar da recente libertação dos 428 ativistas detidos, os parlamentares afirmam que o episódio não pode ser encerrado sem responsabilização internacional.

Na carta oficial, o grupo cobra:

  • Suspensão imediata do Acordo de Associação entre União Europeia e Israel;
  • Libertação incondicional de todos os participantes ainda detidos;
  • Criação de uma investigação internacional independente sobre as denúncias de violência e violações de direitos humanos.

O texto afirma ainda que a ausência de medidas concretas por parte das instituições europeias estaria fortalecendo um cenário de impunidade.

A Europa não pode continuar ignorando a situação. Cada omissão envia o sinal de que não existem consequências para violações da legalidade internacional”, destaca o manifesto.

Entre os signatários estão parlamentares de diferentes grupos políticos europeus, incluindo representantes da esquerda, sociais-democratas e ambientalistas, como Catarina Martins, Irene Montero e Rima Hassan.

O caso ampliou o debate internacional sobre o conflito no Oriente Médio e aumentou a pressão diplomática sobre a União Europeia em relação às políticas adotadas diante da guerra na Faixa de Gaza.

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