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PM realiza megaoperação contra o crime organizado em Paraisópoli

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PM realiza megaoperação contra o crime organizado em Paraisópoli
PM realiza megaoperação contra o crime organizado em Paraisópoli

A Polícia Militar do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (25/09/2026), uma expressiva operação de combate ao crime organizado na comunidade de ParaisópolisClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, localizada na Zona Sul da capital paulista.

A ofensiva policial mobiliza um contingente de 174 policiais militares, 61 viaturas, 16 cães farejadores, drones e o helicóptero Águia, reforçando o patrulhamento preventivo e ostensivo nos principais pontos de acesso ao bairro.

A ação é coordenada pelo 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (16º BPM/M) e conta com o suporte integrado da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep) Oeste, Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baep), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Canil Central e Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Tecnologia e Monitoramento em Tempo Real

A operação destaca-se pelo uso intensivo de tecnologia e suporte tático aéreo, integrados por meio do programa Olho de Águia do Copom.

O emprego de drones permite o mapeamento contínuo de vias estreitas e áreas de difícil acesso, transmitindo imagens em tempo real para os agentes de segurança que atuam em solo.

O comandante do 16º BPM/M, coronel Ives Minosso, ressaltou a relevância do trabalho articulado entre as especialidades da corporação:

“A dimensão dessa operação mostra a importância da integração entre as unidades. O apoio aéreo, os cães e o uso de drones ampliam a visão das equipes e nos permitem tomar decisões mais rápidas durante a atuação”, afirmou o coronel Minosso.

Primeros Resultados da Operação

As equipes policiais permanecem posicionadas em locais estratégicos da comunidade para cumprir mandados, fiscalizar veículos suspeitos e coibir ações criminosas.

Até o início da manhã desta sexta-feira, as forças de segurança registraram a prisão de um homem que estava procurado pela Justiça do Estado do Paraná pelo crime de roubo.

A operação segue em andamento na região de ParaisópolisClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, sem horário previsto para encerramento, com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, o roubo de veículos e outras práticas delituosas na Zona Sul da capital.

Resumo da Ação de Segurança Pública

  • Local: Comunidade de ParaisópolisClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, Zona Sul de São Paulo / SP
  • Efetivo: 174 policiais militares e 61 viaturas operacionais
  • Recursos Especiais: 16 cães do Canil, drones de monitoramento e Helicóptero Águia do Comando de Aviação
  • Unidades Envolvidas: 16º BPM/M, Caep Oeste, Baep, BPChoque e Copom (Olho de Águia)
  • Ocorrências Registradas: Prisão de foragido da Justiça pelo crime de roubo
  • História
  • O bairro de Paraisópolis originou-se de um loteamento destinado à construção de residências para a classe alta realizado em 1921,[1] resultado da divisão da antiga Fazenda do Morumbi em 2 200 lotes com quadras regulares de 10m x 50m e ruas de 10 metros de largura.[4] A partir da década de 1950 iniciou-se a ocupação dos terrenos, na época não habitados e de caráter semi rural, por famílias de baixa renda,[1] em sua maioria migrantes nordestinos, atraídos pelo emprego na construção civil.[5]
  • Devido ao descaso público e a dificuldade da regularização dos terrenos,[1] em 1970 já residiam irregularmente vinte mil habitantes,[5] e ao mesmo tempo novos bairros nobres e seus condomínios luxuosos eram criados ao redor das áreas de ocupação, que eram muitas vezes construídos utilizando a mão de obra dos próprios moradores de Paraisópolis.[6]
  • Houve uma tentativa de remoção da área de ocupação, por meio de uma obra rodoviária, elaborada na gestão de Paulo Maluf,[7] no início da década de 1980. Devido à construção de uma avenida que visava interligar a Avenida Giovanni Gronchi à Marginal Pinheiros, haveria a remoção de uma grande área de habitações de baixa renda, porém a obra foi suspensa, sendo retomada parcialmente em 2012, tornando-se a Avenida Hebe Camargo.[6]
  • No início do século XXI Paraisópolis já era a segunda maior favela em solo paulistano e começaria a receber investimentos públicos. Em 2005, foi iniciado um processo de urbanização e regularização dos imóveis construídos lá irregularmente, semelhante ao processo que aconteceu na antiga favela de Heliópolis. Há investimentos do poder público (municipal, estadual e federal) em mais de R$ 250 milhões de reais e da iniciativa privada, onde, de acordo com decreto assinado pelo prefeito Gilberto Kassab, donos de imóveis ocupados poderão doar seus antigos terrenos em troca de abatimento de eventuais dívidas com a prefeitura

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