Polícia Civil do Estado de São Paulo desarticulou, na última quarta-feira (15), uma associação criminosa altamente estruturada e especializada no furto de cabos metálicos de redes de transmissão e telefonia. A ação ocorreu no município de Barretos, no interior paulista, e resultou na prisão em flagrante de sete homens e na recuperação de aproximadamente 955 metros de cabos subtraídos.
O bando, composto por indivíduos oriundos do estado de Goiás, utilizava disfarces e equipamentos profissionais para simular a prestação de serviços legítimos de manutenção, agindo em plena luz do dia para evitar suspeitas de moradores e autoridades.
Modus Operandi: O Disfarce de Técnicos de Telecomunicação
As investigações que levaram ao paradeiro da quadrilha começaram na segunda-feira (13), após o setor de inteligência da polícia receber denúncias e relatórios de segurança privada sobre a atuação suspeita de um grupo em caixas de fiação subterrâneas em diferentes endereços da região.
Durante o monitoramento, os policiais civis identificaram a tática de atuação dos criminosos:
- Falsas Identidades: Os suspeitos utilizavam uniformes idênticos ou muito semelhantes aos de empresas prestadoras de serviços de telecomunicação.
- Acesso Subterrâneo: Com ferramentas apropriadas, eles abriam as caixas de passagem subterrâneas de cabos telefônicos e de internet nas calçadas para cortar e puxar os materiais de cobre.
- Logística de Transporte: A quadrilha utilizava uma frota própria composta por dois carros e um caminhão — este último utilizado para armazenar e transportar o grande volume de material pesado sem levantar suspeitas.
Monitoramento por Câmeras e Prisão em Hospedaria
O monitoramento de inteligência ganhou força com a análise de imagens registradas por câmeras de segurança públicas e privadas da cidade. Os agentes conseguiram identificar as placas e as características dos três veículos utilizados na logística dos furtos.
Na quarta-feira (15), os policiais civis seguiram um dos automóveis suspeitos até um imóvel que servia de hospedagem temporária para o grupo em Barretos. Na abordagem ao local, as equipes encontraram:
- Os sete homens suspeitos (todos naturais e residentes no estado de Goiás);
- Diversas ferramentas industriais e equipamentos de corte usados especificamente na remoção dos cabos;
- Vários uniformes operacionais de concessionárias de serviços de telefonia;
- Cerca de 955 metros de cabos metálicos já cortados e prontos para o transporte interestadual.
Organização de Dados: Detalhes da Ação Policial
Para compreender as dimensões do impacto da operação no combate aos crimes contra o patrimônio e serviços de utilidade pública em Barretos, os dados da ocorrência foram estruturados na tabela abaixo feita pelo Portal Gazzeta Paulista:
| Parâmetro da Operação | Detalhes Técnicos do Caso |
|---|---|
| Data das Prisões | Quarta-feira, 15 de julho de 2026 |
| Local da Captura | Hospedagem temporária, Barretos (SP) |
| Total de Presos | 7 homens (procedentes do estado de Goiás) |
| Volume de Material Recuperado | Aproximadamente 955 metros de cabos metálicos |
| Logística Apreendida | 1 caminhão, 2 carros de passeio, ferramentas e uniformes |
| Tipificação do Registro | Receptação e Associação Criminosa |
Prejuízos à População e Encaminhamento Legal
O furto de cabos de cobre e metálicos tornou-se um dos crimes mais prejudiciais para a vida urbana nos últimos anos. Além do prejuízo financeiro direto às concessionárias de serviços, esse tipo de crime interrompe canais de comunicação, desliga semáforos, afeta o funcionamento de hospitais, escolas, serviços de segurança pública e deixa milhares de residências sem acesso à internet e telefonia.
Andamento do Caso: Os sete detidos foram encaminhados à delegacia de polícia de Barretos. Diante do conjunto de provas materiais e testemunhais reunidas, a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante do grupo. O caso foi formalmente registrado como receptação e associação criminosa, e os indiciados permaneceram recolhidos no sistema prisional, à disposição da Justiça de São Paulo.
Conheça Municipio Barreto :
A origem de Barretos remete à história dos bandeirantes. Os primeiros chegaram pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, e pelo Triângulo Mineiro, seguindo os mananciais dos rios Grande, Tietê e Paranapanema. Os mineiros na primeira metade do século XIX. Desgostosos com a lida na mineração do ouro e das pedras preciosas, abandonaram a bateia e o carumbé, e seguindo as quebradas do Rio Grande, acompanhados da família, de criados e de agregados, desceram pelos vales do Rio Grande e seus afluentes, até o Sertão da Farinha Podre (Uberaba), Arraial Bonito do Capim Mimoso (Franca) e Campos de Batataes.
Os intrépidos exploradores deste sertão até então desconhecido foram, dentre outros, os companheiros de Bartholomeu Bueno da Silva, o célebre Anhanguéra, e alguns outros aventureiros, procedentes do Sul do estado de Minas Gerais, que por muito tempo permaneceram a margem direita do Rio Grande e do Rio Pardo. Mais tarde, à procura das terras devolutas, vieram criadores de gado em busca de melhores condições para o desenvolvimento de seus rebanhos. Transpondo as barreiras do Rio Pardo, nas alturas do Bom Sucesso, do Cajuru e do Pontal, exploradores mineiros chegaram buscando encontrar parentes que, adentrando por entre os sertões, haviam alcançado as regiões de Campinas, Rio Claro e Araraquara, grandes estações de povoamento do Noroeste Paulista.
Dentre inúmeros nomes, vamos encontrar o do alferes João José de Carvalho, o maior latifundiário da região, que possuía mais de 100.000 alqueires em ambas as margens do Rio Pardo, na “Santo Ignácio” e nas “Palmeiras”; o tenente Francisco Antonio Diniz Junqueira, proprietário da “Invernada” e da “Pitangueiras”, terras entrecortadas pelo mesmo rio; o tenente José Antônio de Souza e Silva, dono da “Bagagem”, Francisco Dias de Mesquita, Jesuíno Guimarães e Muniz Camacho, senhores da fazenda “Perdizes”; Gabriel Correa de Moraes e Antonio José Botelho, proprietários do “Rio Velho”; Hygino Martins do Amorim e Manoel Gonçalves de Souza, descobridores da famosa “Cachoeira do Marimbondo” e primeiros donos da fazenda do mesmo nome. Finalmente, destaca-se a figura de Francisco José Barreto, fundador de Barretos e doador de seu patrimônio.
Segundo os registros, Francisco José Barreto tinha sido capataz da comitiva que levou o tenente Francisco Antonio até o Sul de Minas para tomar posse das terras da Barra do Pitangueiras. Após a expedição, o tenente orientou Barreto que seguisse em direção às cabeceiras daquele ribeirão e, após uma certa distância, tomasse posse para si das terras.
A origem de Francisco José Barreto, no entanto, é historicamente incerta. Uns dizem que era de Carmo dos Tocos (atual Paraguaçu), outros que era natural de São José da Campanha e outros que ele teria nascido em Caldas Velha (hoje Caldas). O certo é que era de origem mineira, de onde saiu com toda família em 1831.
Francisco Barreto e sua esposa Ana Rosa, acompanhados pelos filhos, genros e noras, além de seu irmão Antônio, Simão Antonio Marques, o “Librina”, e sua esposa Joana Maria de Azevedo, filhos, um irmão, e ajudantes andaram por dias a fio, percorrendo longos caminhos e abrindo picadas à força do braço e do facão.
Antes de chegar a Barretos, passaram por São Bento de Aracoara, Arraial Bonito do Capim Mimoso (atual Franca), Mato Grosso de Batatais e Morro do Chapéu (atual cidade de Morro Agudo). Atingiram a barranca do Rio Pardo, alcançando o córrego Cachoeirinha, improvisando canoas para realizarem a travessia do caudal.
Finalmente assentaram-se à beira do Ribeirão das Pitangueiras, num local denominado por “Fazendinha”. Com o passar do tempo, a sede da então Fazenda Fortaleza foi transferida para as proximidades do antigo sanatório Mariano Dias, local onde hoje existe o “Marco Histórico”.
A posse foi registrada em 1845, sendo instalado no local um engenho de cana, onde eram fabricados pinga e rapadura, que eram levados aos vilarejos mais distantes em cargueiros. Francisco Barreto faleceu em 1848 e sua esposa Ana Rosa em 1852.
