A produção de conteúdo jurídico para plataformas digitais se tornou uma das principais ferramentas de posicionamento profissional da advocacia brasileira.
Em meio ao crescimento das redes sociais e da busca por informação jurídica acessível, especialistas irão se reunir no próximo dia 15 /05/ 2026 para discutir os desafios éticos e os limites da atuação digital dos profissionais do Direito.
O evento “Criação de Conteúdo Jurídico Online – Autoridade sem Autopromoção Indevida” será realizado de forma online e gratuita, mediante inscrição prévia, reunindo advogados, professores e especialistas da área jurídica. A iniciativa é promovida pela J. Reuben Clark Law Society, dentro da programação especial do “Mês de Serviço”.
Entre os palestrantes confirmados estão a Dra. Cibele Galhardo, Dr. Julio Souza, Dra. Tânia Parker, Dr. Lucas Guerreiro e Dr. Michel Safuan, que irão abordar temas relacionados à ética profissional, marketing jurídico, produção de conteúdo educativo e os cuidados necessários para evitar a chamada “autopromoção indevida”, vedada pelas normas da advocacia.
O crescimento de influenciadores jurídicos nas plataformas digitais também tem provocado intensos debates dentro da comunidade jurídica brasileira. Enquanto muitos defendem a democratização da informação e a aproximação entre sociedade e Direito, setores mais conservadores alertam para o risco da banalização da profissão e da mercantilização da advocacia.
A discussão ganha ainda mais relevância diante da ampliação do uso de vídeos curtos, transmissões ao vivo e conteúdos patrocinados por profissionais do setor jurídico. Especialistas apontam que o desafio atual está em equilibrar autoridade técnica, responsabilidade ética e presença digital estratégica.
O encontro será voltado especialmente para advogados e estudantes de Direito e contará ainda com emissão de certificado de participação.
Debate atual e necessário
Nos últimos anos, a advocacia brasileira passou por uma transformação profunda impulsionada pelas redes sociais. Plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e LinkedIn passaram a ser utilizadas como instrumentos de educação jurídica, divulgação profissional e construção de autoridade.
Entretanto, o avanço desse fenômeno também levou órgãos reguladores e entidades jurídicas a reforçarem discussões sobre limites éticos, publicidade profissional e responsabilidade na disseminação de informações jurídicas ao público.
O evento promete trazer reflexões importantes sobre o futuro da comunicação jurídica no Brasil, especialmente em um cenário onde a informação circula de forma cada vez mais rápida e acessível.

































