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Lucas Totty aciona o MP contra Malévola por fogos em A Fazenda 18

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Lucas Totty aciona o MP contra Malévola por fogos em A Fazenda 18
Lucas Totty aciona o MP contra Malévola por fogos em A Fazenda 18

O candidato a deputado federal por São Paulo e ativista da causa animal, Lucas Totty, apresentou formalmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) uma Representação com Notícia de Fato solicitando a apuração sobre o uso de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos nas imediações da sede do reality show A Fazenda 18, localizado no município de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana Sudoeste.

A iniciativa fundamenta-se nos episódios registrados no dia 15 de setembro de 2026, associados à presença da influenciadora digital Malévola Alves nas proximidades do local onde ficam abrigados diversos animais de pequeno, médio e grande porte.

Apuração Técnica e Legislação Estadual

Na representação protocolada junto ao MP-SP, Lucas Totty solicita que os órgãos de fiscalização identifiquem a natureza exata dos artefatos pirotécnicos utilizados na ação e verifiquem se eles possuíam estampidos ou efeitos sonoros ruidosos de alto impacto.

O pedido busca avaliar o eventual enquadramento do episódio na Lei Estadual nº 17.389/2021 e no Decreto Estadual nº 66.564/2022, que proíbem a queima, a soltura e o manuseio de fogos de artifício de estampido em todo o estado de São Paulo para resguardar a saúde de idosos, crianças, pessoas com transtorno do espectro autista e animais domésticos e silvestres.

O documento pede ainda a requisição, preservação e análise de imagens de monitoramento das áreas destinadas ao manejo dos animais na sede da atração, a fim de averiguar se os ruídos, clarões e fumaça provocaram episódios de pânico, estresse, correria, tentativas de fuga ou lesões corporais.

Preservação de Provas e Posicionamento

A representação apresentada por Lucas Totty foi instruída com registros em vídeo, fotografias, capturas de tela de redes sociais, reportagens jornalísticas e conteúdos oficiais transmitidos pela Record TV. O ativista ressaltou que a medida judicial não antecipa culpa nem afirma a ocorrência prévia de crime, mas busca garantir que o MP colha as provas necessárias para o esclarecimento oficial do caso.

“A proteção dos animais precisa estar acima de qualquer espetáculo. Se existem dúvidas sobre o que aconteceu, cabe às autoridades esclarecer os fatos e garantir que os animais sejam protegidos”, afirmou Lucas Totty.

Até o momento, os envolvidos e a produção do programa não emitiram manifestação formal sobre a Notícia de Fato enviada ao Ministério Público. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos. Malévola Alves, nome artístico de Mariana Alves (São Bernardo do Campo24 de março de 2004), é uma influenciadora digitalcriadora de conteúdo e personalidade da televisão e da internet brasileira.[1][2] Ganhou projeção em escala nacional por meio de plataformas como o TikTok e o Instagram, onde acumula milhões de seguidores engajados por seu estilo satírico, produção de conteúdo voltada à moda e estilo de vida, além de narrativas que documentam seu processo de transição de gênero.[3]

Sua trajetória pública é caracterizada pela ativa defesa dos direitos da comunidade transgênero, servindo frequentemente de referência sobre retificação civil, cirurgias de afirmação de gênero e enfrentamento à transfobia. Paralelamente, consolidou-se como uma figura de destaque na cultura pop e do entretenimento digital no Brasil, especialmente após integrar o elenco fixo do Rancho do Maia, reality show idealizado pelo humorista Carlinhos Maia. Sua presença midiática é igualmente marcada por intensos debates de opinião pública e embates diretos com outras celebridades do cenário nacional, o que a coloca constantemente no centro de discussões sobre comportamento civil, limites éticos na internet e diversidade estrutural.[4]

Biografia e Carreira

Infância, descobertas e primeiros anos na internet

Mariana Alves nasceu na cidade industrial de São Bernardo do Campo, localizada no ABC Paulista, região metropolitana do estado de São Paulo, inserida em um núcleo familiar de classe média. Desde a primeira infância, Mariana manifestava uma forte inclinação a expressões artísticas e estéticas associadas ao universo feminino, além de uma comunicação precoce e extrovertida. Sentindo-se impelida a criar espaços de autoexpressão, iniciou sua jornada no ambiente digital no ano de 2015, quando tinha apenas 11 anos de idade. Utilizando o YouTube, passou a publicar vlogs caseiros de baixa produção técnica nos quais abordava dinâmicas cotidianas, jogos digitais e dublagens humorísticas, marcando o início de sua vocação como comunicadora.[5]

A transição para a adolescência coincidiu com a compreensão e aceitação gradual de sua identidade de gênero. Inicialmente, identificou-se perante os familiares e círculos sociais mais próximos como um jovem homossexual. Contudo, o amadurecimento e o acesso a discussões sobre diversidade permitiram-na compreender-se plenamente enquanto uma mulher trans. O processo de aceitação familiar não ocorreu de maneira imediata, demandando diálogos prolongados e adaptações emocionais por parte de seus pais e parentes, os quais, com o passar dos anos, tornaram-se pilares de suporte para suas decisões pessoais e profissionais. No ambiente escolar, a influenciadora relatou ter enfrentado severas adversidades decorrentes de sua expressão de gênero afeminada, incluindo episódios reiterados de intimidação sistemática, exclusão por parte de colegas e agressões verbais e físicas, episódios que motivaram seu precoce engajamento na militância por direitos humanos.[1]

O caso de transfobia na GCM e ativismo inicial

Em janeiro de 2020, aos 15 anos, quando já utilizava socialmente o nome “Malévola”, Mariana ganhou notoriedade na imprensa regional após vir a público denunciar um ato de discriminação institucionalizado ocorrido em seu município natal. Durante uma ação de fiscalização e patrulhamento de rotina, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Bernardo do Campo abordaram um grupo de adolescentes, incluindo Mariana e outras jovens trans. Na ocasião, as autoridades impediram o grupo de ter acesso à fila de revista corporal adequada, destinada às mulheres, sob o pretexto de que os documentos oficiais de registro geral (RG) das jovens ainda constavam com as informações de sexo e nomes atribuídos no nascimento, ignorando as prerrogativas do Decreto Estadual que assegura o uso e respeito ao nome social.[6]

O incidente escalou para violência verbal e uma das amigas de Mariana acabou imobilizada e retirada do recinto à força de maneira truculenta. Mariana utilizou o alcance crescente de suas redes sociais para documentar em vídeo e relatar minuciosamente os abusos cometidos pelas autoridades de segurança pública. A repercussão do caso gerou debates na câmara municipal e levou a ouvidorias locais a apurarem o fato, solidificando o papel de Mariana como uma voz ativa e combativa na defesa da juventude trans na região metropolitana paulista.[6]

Identidade e apropriação do nome artístico

A estruturação definitiva de sua persona pública deu-se através da escolha do pseudônimo “Malévola”, inspirado diretamente na célebre antagonista dos contos de fadas ressignificada no cinema pela atriz norte-americana Angelina Jolie no longa-metragem homônimo de 2014. Em depoimentos autobiográficos prestados em canais de entrevista e transmissões ao vivo, Mariana revelou que a identificação com a personagem decorreu de uma analogia pessoal com a sua própria trajetória de resiliência. Para a influenciadora, a vilã representava uma figura que havia sido injustiçada, traída pelo ambiente ao seu redor e despida de suas asas, mas que lograra se reconstruir e reerguer de forma plenamente autônoma e soberana: “Ela foi traída, tiraram as asas dela, mas ela se reconstruiu sozinha. Eu me senti assim muitas vezes”, declarou.[7]

O codinome transcendeu o ambiente estrito dos jogos eletrônicos e das redes sociais e passou a figurar formalmente como seu nome social legal durante o ensino médio. Após os trâmites burocráticos de maioridade, ela consolidou juridicamente a sua documentação civil, adotando o nome “Mariana Alves” para fins formais de registro em âmbito nacional e internacional, como na emissão de passaportes, mantendo “Malévola Alves” como sua marca artística indissociável e nome civil oficial retificado.[7]

Primeiros anos na internet

Fenômeno no TikTok e segmentação de conteúdo

A virada de chave na carreira de Malévola rumo ao estrelato digital consolidou-se a partir do ingresso na plataforma de vídeos curtos TikTok. Diferenciando-se da padronização de conteúdos puramente estéticos, a influenciadora angariou uma audiência massiva ao implementar uma fórmula baseada em humor ácido, sarcasmo refinado, relatos hiperbólicos do cotidiano, esquetes cômicas de dublagem e o popular formato de vídeo “Arrume-se Comigo” (Get Ready With Me). No formato, enquanto selecionava peças de alta costura e realizava tutoriais de maquiagem, tecia comentários ácidos sobre o comportamento social contemporâneo e relatava suas experiências íntimas de vida.[8]

Com o crescimento exponencial de suas métricas, que passaram a registrar dezenas de milhões de visualizações mensais, seu nicho expandiu-se significativamente. Malévola passou a focar na monetização de sua imagem através do mercado de luxo e do lifestyle de alto padrão, documentando viagens internacionais de grande repercussão para destinos como Dubai (nos Emirados Árabes Unidos) e a Tailândia. Seu diferencial mercadológico reside na franqueza e na recusa em adotar filtros de polidez excessiva, o que estabeleceu um canal de comunicação altamente orgânico e fiel com o público jovem e a comunidade LGBTQIA+ brasileira.[8]

Integração ao “Rancho do Maia”

Entre os anos de 2024 e 2025, Malévola Alves atingiu o ápice de sua exposição na mídia tradicional e digital ao ser convidada para compor o elenco de moradores e produtores de conteúdo do “Rancho do Maia”. O projeto, desenvolvido pelo influenciador alagoano Carlinhos Maia como um formato sucessor da célebre “Vila do Maia”, funciona como um misto de Reality show de confinamento e usina de entretenimento rápido, reunindo influenciadores de diferentes origens em uma fazenda imersiva no estado de Alagoas.[4]

No “Rancho”, a personalidade impositiva e o repertório de bordões de Malévola ganharam destaque imediato, transformando-a em uma das figuras centrais da narrativa do programa. Entre os momentos mais viralizados de sua participação, destaca-se o episódio ocorrido durante uma cerimônia festiva encenada no local, na qual Malévola compareceu utilizando um exuberante vestido branco, cor tradicionalmente reservada à noiva. O idealizador do projeto, Carlinhos Maia, interveio publicamente em uma cena amplamente compartilhada, proferindo a frase: “Psiu, vá tirar o branco, querida”, o que gerou debates cômicos e memes que dominaram as redes sociais por semanas. A participação contínua no programa consolidou seu status de celebridade midiática do entretenimento nacional, abrindo portas para especulações em portais de notícias sobre sua futura inclusão em atrações televisivas de grande porte, como o reality A Fazenda, da RecordTV.[4]

Vida pessoal e modificações corporais

Apesar da persona pública por vezes bélica e extravagante, Malévola mantém uma relação íntima com seus familiares no ABC Paulista. Uma de suas principais bandeiras ao conquistar a estabilidade financeira foi a redistribuição de renda familiar, alcançando aos 20 anos de idade a meta de adquirir um apartamento próprio de alto padrão avaliado em aproximadamente R$ 700 mil reais para usufruto de sua família, fato que compartilhou publicamente como símbolo de superação socioeconômica de uma jovem trans oriunda da periferia paulista.[8]

Cirurgias de afirmação de gênero

A influenciadora é notória por partilhar de maneira transparente e didática todos os desdobramentos clínicos e psicológicos que envolvem seus procedimentos cirúrgicos e estéticos de transição de gênero, buscando desmistificar o tema para seus seguidores. Malévola submeteu-se à terapia de reposição hormonal (TRH) ainda na adolescência tardia e, posteriormente, realizou intervenções cirúrgicas de contorno e adequação, como a mamoplastia de aumento para inserção de próteses de silicone de base mamária.[5]

Ao atingir a maioridade legal aos 18 anos, submeteu-se à cirurgia de redesignação sexual (neovaginoplastia), procedimento altamente complexo que ela descreve publicamente como o “ápice de sua emancipação individual” e a materialização de um sonho de infância. Através de seus canais, Malévola utiliza sua experiência pessoal para impulsionar informativos sobre o acesso à saúde da população trans, encorajando outras mulheres a buscarem o procedimento cirúrgico tanto pelas redes suplementares de saúde e convênios quanto pelas vias regulamentadas do processo transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS).[5]

Glotoplastia (Feminização Vocal)

Em julho de 2024, Malévola atraiu novamente a atenção dos meios de comunicação especializados em saúde e celebridades ao revelar ter se submetido a uma glotoplastia de Wendler, uma cirurgia plástica de alta precisão destinada à feminização da voz. O procedimento consiste na sutura e redução cirúrgica da extensão das cordas vocais, diminuindo o espaço de vibração e elevando o tom da frequência fundamental da fala para registros mais agudos.[8]

A divulgação do “antes e depois” de sua voz gerou grande curiosidade e debate nas redes. Com franqueza característica, a influenciadora pontuou em seus relatos os desafios adaptativos pós-operatórios, que incluíram semanas de repouso vocal absoluto e intensiva fonoterapia, confessando que em determinados momentos sentia uma “crise de identidade temporária” ou saudade de sua antiga assinatura vocal. No entanto, celebrou o resultado final estético como um elemento essencial para a mitigação de sua disforia de gênero e para o pleno alinhamento de sua autoimagem.[8]

Controvérsias e episódios públicos

A trajetória pública de Malévola Alves é permeada por debates polarizados sobre ética digital, comportamento cívico e ativismo social, resultando em frequentes picos de tráfego e discussões na opinião pública.

Incidente da distribuição de ovos de Páscoa (2024)

Em abril de 2024, durante o período de celebrações da Páscoa, Malévola envolveu-se em uma severa crise de relações públicas após publicar em suas mídias sociais um recorte de vídeo gravado durante uma ação voluntária de entrega de ovos de chocolate a comunidades socialmente vulneráveis. Nas imagens veiculadas, uma criança de tenra idade aproxima-se do automóvel da influenciadora solicitando o doce. Malévola, contudo, recusa-se momentaneamente a efetuar a entrega imediata, ordenando que a criança aguardasse até que sua equipe técnica e câmeras estivessem posicionadas e prontas para registrar o ato de caridade de forma esteticamente planejada.[9]

O comportamento gerou imediata indignação pública generalizada, com internautas, ativistas sociais e colunistas de entretenimento acusando a produtora de conteúdo de “falta de empatia orgânica”, “oportunismo midiático” e de mercantilizar a vulnerabilidade social de menores em troca de métricas de engajamento virtual. O volume substancial de denúncias públicas resultou no bloqueio e na suspensão temporária de sua conta oficial na plataforma Instagram devido à violação das diretrizes comunitárias. Dias após o ocorrido, Malévola publicou um pronunciamento em tom emotivo vindo a público desculpar-se pela infelicidade de suas palavras, alegando que o vídeo havia sido tirado de contexto e que o ovo foi efetivamente entregue à criança ao final das gravações. Defensores da influenciadora apontaram que a repercussão negativa ignorou o impacto positivo global da ação social realizada por ela naquela comunidade.[9]

Caso de transfobia no musical “Wicked” (2025)

No dia 26 de março de 2025, enquanto comparecia como espectadora à prestigiada montagem oficial do espetáculo musical da Broadway Wicked, em cartaz no Teatro Renault, localizado no centro da capital paulista, Malévola foi vítima de um crime de preconceito de grande repercussão nacional. Segundo os relatos corroborados por testemunhas e autoridades policiais, uma espectadora de meia-idade dirigiu-se à influenciadora de forma agressiva nos assentos da plateia, proferindo ofensas verbais e invalidando intencionalmente sua identidade de gênero ao referir-se a ela repetidamente pelo pronome masculino e pelo termo “homem”.[10]

O incidente gerou tumulto nas fileiras de assentos e culminou na paralisação temporária do espetáculo musical antes do início do segundo ato. Em uma reação de solidariedade coletiva, centenas de espectadores presentes na sessão passaram a vaiar a agressora e a proferir gritos de protesto, exigindo sua imediata expulsão das dependências culturais. A equipe de segurança corporativa do Teatro Renault interveio prontamente, escoltando a mulher para fora do estabelecimento sob forte repúdio do público. Integrantes do elenco principal de Wicked vieram a público através de comunicados oficiais manifestar irrestrito apoio à influenciadora, repudiando atos de transfobia no ambiente artístico. A acusada, por sua vez, constituiu defesa legal e contestou publicamente aspectos da narrativa fática apresentada por Malévola, alegando que houvera um desentendimento prévio de cunho estritamente comportamental referente à ocupação do espaço físico e que sua conduta não fora motivada por preconceito de gênero.[10]

Conflitos escalados em 2026

O primeiro semestre de 2026 foi marcado por uma sucessão de conflitos midiáticos envolvendo Malévola Alves e figuras notórias do entretenimento nacional:

  • Polêmica do estabelecimento comercial em Alphaville: Malévola utilizou suas mídias sociais para efetuar uma denúncia pública de suposta cobrança abusiva e estelionato comercial contra um salão de beleza voltado à alta sociedade localizado no bairro nobre de Alphaville, em Barueri. De acordo com a influenciadora, o preço final estipulado para a execução de um procedimento técnico de implante de megahair e tintura capilar sofreu um reajuste arbitrário exorbitante em relação ao orçamento prévio acordado em conversas particulares. O visagista e cabeleireiro responsável rebateu os ataques por meio de notas técnicas, apresentando comprovantes e sustentando que os valores adicionais decorreram da quantidade de insumos importados demandados pela extensão capilar da influenciadora, alegando que todas as tabelas de preços eram de prévio e pleno conhecimento da consumidora.[11]
  • Embates com Jojo Todynho, MC Paiva e Sophia Florence: O desentendimento comercial converteu-se em uma ampla disputa pública após a influenciadora Sophia Florence (conhecida nas redes sociais como “Soso Careca”), que possui vínculos profissionais com o estabelecimento comercial de Alphaville, intervir publicamente em defesa do salão de beleza. O conflito escalou com a entrada do cantor de funk paulista MC Paiva (companheiro de Sophia) e, posteriormente, da cantora e apresentadora carioca Jojo Todynho. Malévola acusou publicamente o grupo de coordenar ataques virtuais e proferir falas transfóbicas de maneira velada.[11]

A controvérsia atingiu o ápice quando Jojo Todynho rebateu os comentários de Malévola em uma transmissão ao vivo, referindo-se a ela através do termo “mulher que não gesta”. A expressão foi qualificada por Malévola e por entidades de defesa dos direitos LGBTQIA+ como uma declaração de teor transfóbico que visava essencializar a biologia reprodutiva para invalidar a identidade de gênero das mulheres trans. Jojo Todynho, por sua vez, emitiu comunicados formais negando qualquer teor preconceituoso em sua fala, afirmando que sua crítica limitava-se exclusivamente à conduta interpessoal de Malévola no episódio do salão e ao tom empregado por ela nas discussões virtuais. A tensão culminou em um confronto verbal presencial ocorrido no interior de um centro comercial de luxo na cidade de São Paulo, onde Malévola e o casal MC Paiva e Sophia Florence trocaram acusações acaloradas na presença de seguranças privados e transeuntes. Diante dos fatos, Malévola Alves constituiu assessoria jurídica e manifestou formalmente a intenção de ajuizar uma ação civil de reparação por danos morais e uma denúncia-crime por transfobia contra Jojo Todynho e os demais envolvidos

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