A 2ª Audiência Pública do Plano Diretor de Taboão da Serra, realizada nesta última quinta-feira 07/05/2026 , na Câmara Municipal, foi marcada não apenas pela grande participação popular, mas também pela forte atuação de coletivos sociais, ambientais e culturais que reivindicam espaço efetivo nas decisões sobre o futuro da cidade.
Com cerca de 800 pessoas presentes, o encontro presidido pelo presidente do Legislativo Municipal, Carlinhos do Leme, reuniu movimentos de moradia, representantes culturais, autoridades políticas, membros da Promotoria e lideranças comunitárias.
Entre os destaques da audiência esteve a atuação do Fórum Popular da Natureza, do coletivo Mamilos da Terra, do MAPAS e do Conselho Municipal de Cultura, grupos que vêm articulando debates, elaboração de ofícios, propostas populares e o fortalecimento do Plano Municipal de Cultura para garantir voz ativa dentro das discussões do Plano Diretor.

Cultura, meio ambiente e participação popular entram no centro do debate
Os coletivos culturais e ambientais defenderam que o Plano Diretor não pode se limitar apenas ao crescimento imobiliário e à expansão urbana, mas precisa contemplar preservação ambiental, ocupação sustentável, espaços culturais permanentes e políticas públicas voltadas às periferias.
Representantes dos movimentos afirmaram que houve um trabalho coletivo de mobilização para que os setores culturais e ambientais fossem ouvidos oficialmente durante a audiência pública.

Segundo integrantes dos coletivos:
“Foi através da articulação de ofícios, reuniões e da construção do Plano de Cultura que conseguimos ocupar esse espaço e garantir participação popular efetiva.”
A presença organizada dos grupos chamou atenção durante o debate e reforçou a cobrança por transparência e democratização das decisões urbanísticas da cidade.
Movimentos de moradia seguem firmes contra especulação imobiliária
Além das pautas culturais e ambientais, movimentos de moradia como MTS, Família Feliz, Construindo Esperança e Pró-Moradia reafirmaram posição contrária à especulação imobiliária e defenderam prioridade para habitação popular dentro do novo Plano Diretor.
As lideranças destacaram que o crescimento urbano precisa acontecer com justiça social, garantindo moradia digna, infraestrutura e inclusão para a população de baixa renda.

Debate deve continuar nas próximas etapas
A audiência reforçou a crescente mobilização popular em torno das mudanças urbanísticas de Taboão da Serra. A expectativa é de que novas reuniões públicas ocorram antes da votação final do Plano Diretor na Câmara Municipal.
Os movimentos sociais prometem continuar acompanhando cada etapa das discussões para garantir que cultura, meio ambiente, moradia e participação popular estejam presentes nas decisões que definirão o futuro da cidade.

































