A histórica cidade de São Borja, localizada na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul e consagrada nacionalmente como o “Berço do Trabalhismo” brasileiro, foi o epicentro de uma grande mobilização política de caráter nacional. No último domingo, 21 de junho de 2026, dirigentes de alto escalão do Partido Democrático Trabalhista (PDT), acompanhados por lideranças de legendas aliadas da esquerda, reuniram-se para prestar homenagens ao ex-governador Leonel Brizola, marcando exatamente os 22 anos de seu falecimento. O ato político e cultural resgatou as principais bandeiras ideológicas do brizolismo e serviu como um espaço de forte reafirmação de alianças táticas voltadas ao cenário eleitoral de 2026.
O tributo contou com romarias e discursos solenes no cemitério municipal da cidade, onde o líder trabalhista está sepultado ao lado de outras figuras proeminentes da história republicana, como os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. A solenidade atraiu militantes de diversas regiões do país, intelectuais, movimentos sindicais de base e autoridades parlamentares.
Carlos Lupi Defende a Atualidade das Bandeiras de Brizola
O ato foi liderado pelo Presidente Nacional do PDT e Ministro de Estado, Carlos Lupi, que realizou um pronunciamento emocionado sobre a longevidade e a atualidade das ideias de seu antigo mentor político. Lupi enfatizou que o projeto nacional-desenvolvimentista defendido por Brizola, pautado na soberania econômica, na defesa intransigente das riquezas naturais e, acima de tudo, na revolução educacional por meio do modelo dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), permanece mais vivo e necessário do que nunca para enfrentar as desigualdades contemporâneas.
Durante sua fala, o dirigente nacional conclamou a militância a manter as fileiras partidárias unidas e mobilizadas. Destacou que honrar a memória e o legado de Brizola, passadas mais de duas décadas de seu falecimento, exige uma postura combativa em favor dos direitos da classe trabalhadora e da soberania nacional. Para Lupi, a reunião em São Borja transcende o sentimento de saudade, consolidando-se como um ato de resistência e planejamento estratégico para o futuro do campo progressista no Brasil.

Juliana Brizola e a Continuidade do Legado no Cenário Eleitoral
Um dos momentos de maior simbolismo e apelo popular na Fronteira Oeste foi a participação de Juliana Brizola, neta do ex-governador e expressiva liderança da nova geração do trabalhismo no Rio Grande do Sul. Consagrada no evento como candidata ao Senado Federal pelo estado, Juliana discursou sobre o peso histórico e a imensa responsabilidade de carregar o sobrenome e o ideal brizolista nas urnas no pleito de 2026.
Juliana defendeu de forma enfática que sua plataforma eleitoral para o Congresso Nacional será integralmente alinhada à defesa da escola pública de tempo integral, à emancipação socioeconômica das mulheres e ao desenvolvimento regional sustentável. A postulação recebeu o apoio público imediato das lideranças nacionais e locais da legenda, que enxergam em seu nome a oportunidade ideal de resgatar o protagonismo direto do PDT nas decisões estruturais do parlamento brasileiro.

Convergência Progressista: A Presença do PT com Paulo Pimenta
Sinalizando a forte sinergia e a composição de forças políticas que vem se desenhando no estado e no país, o evento contou com a participação destacada do Deputado Federal Paulo Pimenta, pertencente aos quadros nacionais do Partido dos Trabalhadores (PT). A presença de Pimenta foi interpretada pelos analistas políticos como um gesto de profundo respeito à memória histórica das esquerdas no Brasil, remetendo à histórica proximidade e aos diálogos travados entre Leonel Brizola e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em momentos cruciais da redemocratização e da Nova República.
Paulo Pimenta discursou ressaltando que as frentes democráticas precisam caminhar unidas para assegurar a estabilidade social e o crescimento econômico com distribuição de renda. O deputado reiterou o respeito absoluto do PT pela biografia de Brizola, cuja coragem na mítica Campanha da Legalidade, em 1961, salvaguardou a Constituição Federal e garantiu a posse legítima de João Goulart.
“Estar em São Borja neste 21 de junho, ao lado do companheiro Carlos Lupi, da Juliana Brizola e de tantos outros democratas, é reafirmar que a nossa luta por um Brasil soberano e justo é uma construção coletiva. Leonel Brizola não pertencia apenas a um partido; ele pertence à história e à alma do povo brasileiro. Seus ensinamentos sobre educação emancipadora e coragem política continuam a guiar os nossos passos e as nossas alianças no presente de 2026. Lembrar os 22 anos de seu falecimento é manter viva a chama do trabalhismo”, ressaltou o Deputado Federal Paulo Pimenta em sua manifestação.
O encerramento das atividades deu-se no final da tarde com uma tradicional oferenda floral coletiva sobre o túmulo do ex-governador, selando o compromisso das lideranças nacionais em transformar o legado histórico de Brizola em propostas concretas de governo para as próximas décadas brasileiras.






































