O Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de São Paulo (SASP) recebeu, em sua sede, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em um encontro marcado por um discurso firme e direto sobre os desafios enfrentados pela advocacia e pela classe trabalhadora no país.
A reunião, realizada no dia 04/05/ 2026, foi além da formalidade institucional. Representou um momento de cobrança política e posicionamento claro da entidade sindical diante de temas considerados urgentes e estruturais.

PEJOTIZAÇÃO E ESCALA 6×1: O FOCO DA PRESSÃO
Entre os principais pontos debatidos, dois temas dominaram a pauta:
- Pejotização: prática que transforma vínculos empregatícios em contratos como pessoa jurídica, reduzindo direitos e fragilizando garantias trabalhistas.
- Escala 6×1: modelo de jornada que impõe seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso, alvo de críticas por comprometer saúde, dignidade e qualidade de vida.
O SASP foi categórico ao classificar essas práticas como fatores de precarização e defendeu ações concretas do governo federal para enfrentá-las.
COBRANÇA POR POLÍTICAS PÚBLICAS EFETIVAS
Durante o encontro, a entidade reforçou que o diálogo com o Ministério do Trabalho precisa sair do campo das intenções e avançar para medidas práticas.
A cobrança central:
políticas públicas mais robustas, capazes de garantir equilíbrio nas relações de trabalho e evitar retrocessos sociais.
O sindicato destacou que a proteção social não pode ser flexibilizada em detrimento de modelos econômicos que ampliam desigualdades.

ADVOCACIA EM ALERTA E EM POSIÇÃO DE COMBATE
O SASP – Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo reafirmou seu papel como defensor ativo da advocacia e dos direitos sociais, destacando que seguirá atuando de forma:
- Vigilante
- Combativa
- Propositiva
A mensagem foi clara: a entidade não abrirá mão de pressionar por avanços concretos e pela valorização da profissão.
POLÍTICA: ENTRE DISCURSO E RESULTADO
A presença de Luiz Marinho em uma entidade da advocacia reforça a importância do diálogo institucional. No entanto, também amplia a expectativa — e a cobrança — por resultados efetivos.
Em um cenário de transformações no mundo do trabalho, a reunião expõe uma tensão central:
até que ponto o governo está disposto a enfrentar práticas que flexibilizam direitos em nome da dinâmica econômica?
O QUE VEM A SEGUIR
O encontro deixa um marco político importante, mas também um desafio imediato: transformar reivindicações em políticas públicas concretas.
A advocacia paulista e a classe trabalhadora aguardam respostas.

































