Na manhã do Último sábado, 09 /05/2026, foi realizado o Fórum 13 de Maio, encontro voltado à promoção do debate crítico sobre os reflexos sociais da chamada “falsa abolição”. O evento reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir temas relacionados ao racismo estrutural, desigualdade social e políticas de reparação histórica.
O termo “falsa abolição” faz referência ao período posterior à assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, quando a escravidão foi oficialmente extinta no Brasil, mas sem que fossem implementadas políticas públicas capazes de garantir inclusão social, acesso à educação, moradia, emprego e cidadania para a população negra recém-liberta. Como consequência, muitas das desigualdades estruturais construídas ao longo do período escravocrata ainda permanecem presentes na sociedade brasileira contemporânea.

O evento contou com uma programação de palestras e reflexões conduzidas por profissionais atuantes nas áreas da educação, saúde, direitos humanos e segurança pública. A abertura dos debates foi conduzida pela professora Patrícia Nunes, que abordou o tema “Educação e Reparação: o papel das políticas afirmativas após a falsa abolição”, destacando a importância da educação como instrumento de transformação social e mecanismo essencial na construção da equidade racial.
Na sequência, Alva Helena trouxe à discussão o tema “O racismo institucional no acesso à saúde: condições genéticas e prevalência de doenças crônicas”, promovendo reflexões acerca das desigualdades enfrentadas pela população negra no acesso aos serviços de saúde e os impactos sociais relacionados às doenças crônicas e fatores históricos de exclusão.

Também integrou a programação a palestrante Sheila Ventura, contribuindo para o fortalecimento do debate sobre direitos sociais, cidadania e enfrentamento às desigualdades estruturais ainda presentes na sociedade contemporânea.

Encerrando o ciclo de palestras, o professor mestre Lívio Rocha conduziu a temática “Segurança Pública e Racismo Estrutural: da vadiagem ao perfilamento racial”, apresentando uma análise histórica e social sobre os impactos do racismo estrutural nas abordagens de segurança pública e nos mecanismos de criminalização da população negra ao longo das décadas.
O evento contou ainda com a presença de importantes autoridades e representantes institucionais, entre eles Marcelo, secretário-geral da OAB Taboão da Serra, e Sérgio L. Ferreira, diretor de departamento da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra, reforçando a relevância do debate para a construção de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e dos direitos fundamentais.
O Fórum 13 de Maio reafirmou a importância da reflexão coletiva, do diálogo institucional e da participação social na luta contra o racismo estrutural e na busca por uma sociedade mais justa, igualitária e consciente de sua responsabilidade histórica.

































