sexta-feira, 24 maio, 2024
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Governo se mobiliza por soluções de documentação para vítimas de enchentes

Comitiva de ministros acompanhou ações de ajuda humanitária, logística para acolhimento de desabrigados, organização da distribuição de donativos e a retomada de infraestruturas importantes.

Uma comitiva de ministros do Governo Federal segue no Rio Grande do Sul para acompanhar os trabalhos de assistência humanitária, instruir técnicos e secretários estaduais e municipais, ouvir prefeitos, autoridades e a população, além de auxiliar na logística de distribuição de donativos.

No início da tarde, Silvio Almeida (Direitos Humanos e Cidadania), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação da Presidência), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Juscelino Filho (Comunicações) concederam uma entrevista coletiva.

O ministro Silvio Almeida acompanhou os esforços das equipes de resgate, dos voluntários, e visitou abrigos para desalojados e desabrigados. O ministro se comprometeu a ajudar na solução de um problema crônico para muitos dos que precisaram abandonar suas casas com pressa: a perda de documentos de identificação.

“Está havendo um esforço conjunto, tanto do Tribunal de Justiça, por meio da corregedoria, quanto nosso para que possamos restituir a identidade civil, para que as pessoas que foram afetadas pelas enchentes possam acessar os serviços públicos e, portanto, ter acesso à política de cidadania”, informou.

Em encontro com o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Fabricio Peruchin, o ministro recebeu um panorama dos abrigos no estado. O representante do governo gaúcho informou que têm sido feitas vistorias nesses locais de abrigamento. O cenário, segundo o secretário, é de uma enorme solidariedade e se constata que as pessoas atingidas estão sob cuidados.

ABRIGOS – O ministro Paulo Pimenta (Secom) ressaltou o desafio logístico e humanitário para garantir que os abrigos funcionem bem dentro de condições complexas. Há locais com cerca de 1.500 pessoas, com muitas crianças, dezenas de animais domésticos, centenas de idosos. “Organizar condições de alimentação, higiene e dormitório num abrigo de 50 pessoas é uma coisa. Com 1.500, é outra bem mais complexa”, afirmou o ministro, ressaltando as parcerias do Governo Federal com estados e municípios via Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, para liberação de recursos aos municípios para organizar e oferecer colchões, chuveiros, água potável, produtos de higiene pessoal e itens de consumo.

DEFESA CIVIL –  Uma outra frente de apoio para ajuda humanitária veio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil, que já repassou R$ 34,5 milhões ao Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Waldez Góes, os repasses serão usados em ações de resposta, que inclui assistência humanitária. O maior valor, de R$ 4 milhões, foi encaminhado para Venâncio Aires. Os municípios de Lajeado, Sapiranga e Jaguari também receberam R$ 464 mil, R$ 395,3 mil e R$ 349,2 mil, respectivamente. As cidades de Relvado, Putinga e Barra do Rio Azul vão contar com R$ 232 mil, enquanto Porto Xavier e Lavras do Sul terão à disposição R$ 87,2 mil e R$ 21,9 mil, respectivamente. Os valores destinados a cada município são definidos por critérios técnicos da Defesa Civil Nacional e variam conforme o valor solicitado no plano de trabalho.

MALHA AÉREA – Paulo Pimenta informou na coletiva que o Governo Federal atual, via Ministério de Portos e Aeroportos, para restabelecer a malha aérea emergencial para atendimento do Rio Grande do Sul. Enquanto o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, segue sem operações em função dos alagamentos na capital gaúcha, haverá 53 voos semanais operando nos aeroportos de Caxias do Sul, Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana. Além disso, em Santa Catarina, os aeroportos de Florianópolis, Chapecó e Jaguaraúna farão parte do plano de apoio para a população.

Matéria enviado pela assessoria de comunicação do Ministerio Direitos Humanos

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