Homem é preso em flagrante na manhã desta terça-feira 09/06/2026, em Taboão da Serra, após ser abordado por equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) portando uma arma de fogo e conduzindo uma motocicleta com sinais de adulteração em seus identificadores.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, os guardas municipais E.L. P. e P. F.J realizavam patrulhamento ostensivo por volta das 7h20 quando receberam, por meio da rede de comunicação da corporação, informações sobre a circulação de uma motocicleta possivelmente envolvida em prática de roubo.

Durante as diligências, a equipe localizou um motociclista com características compatíveis às informações repassadas. A abordagem ocorreu na Avenida Taboão da Serra, nº 5313, no Jardim Salete.
O condutor foi identificado como L.F. F. Durante a busca pessoal, os agentes encontraram um revólver calibre .32. Segundo o registro policial, a arma estava municiada com duas munições picotadas e duas munições intactas.
Ainda conforme o boletim, de maneira informal, L. F. teria admitido aos agentes que estava se dirigindo para um encontro com outros indivíduos com o objetivo de praticar um roubo de joias na região de Campinas. O investigado também teria informado que tanto a motocicleta quanto o armamento eram alugados e que o pagamento pelo uso dos equipamentos seria realizado apenas em caso de sucesso na ação criminosa.

A motocicleta abordada era uma Honda de cor preta, aparentemente do modelo CG 150 Titan, que ostentava a placa EFL7I14. Durante a conferência dos sinais identificadores, os guardas constataram que o número de chassi e o número do motor não correspondiam aos dados do veículo registrado sob aquele emplacamento.
A consulta aos sistemas policiais revelou que a placa exibida pertencia a uma Honda CG150 Titan Mix KS, também de cor preta, registrada no município de Itatiba. Entretanto, os números de chassi e motor encontrados na motocicleta abordada correspondiam ao emplacamento ECG-6656.
Diante da divergência dos dados, os agentes concluíram que a motocicleta circulava com identificação adulterada. O uso de algemas foi realizado, segundo os guardas, em razão do fundado receio de risco à integridade física da equipe e de terceiros.
Após a apresentação da ocorrência à autoridade policial de plantão, foram analisados os elementos reunidos durante a ação. O boletim destaca que a autoria e a materialidade dos fatos foram fundamentadas nos depoimentos dos agentes públicos, no auto de exibição e apreensão e nos demais elementos probatórios produzidos no momento da ocorrência.
A Polícia Civil entendeu que os fatos se enquadram, em tese, no crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, previsto no artigo 14 da Lei nº 10.826/2003, além do crime previsto no artigo 311 do Código Penal, relacionado à adulteração ou remarcação de sinal identificador de veículo automotor.
Segundo a autoridade policial, a motocicleta estaria utilizando placa diversa da original com a finalidade de dificultar a identificação pelas forças de segurança e facilitar a prática de atividades criminosas.
O boletim registra ainda que L. F. F. foi cientificado de todos os seus direitos constitucionais, incluindo o direito ao silêncio, à assistência jurídica e à comunicação da prisão a familiares. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio e informar que se manifestaria apenas em juízo.
O preso não indicou advogado no momento da lavratura do flagrante. Entretanto, solicitou que sua esposa, identificada como Jenifer, fosse comunicada sobre sua prisão.
Após a formalização do Auto de Prisão em Flagrante Delito, a Polícia Civil comunicou eletronicamente o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Também foram requisitados exames de corpo de delito cautelares e determinadas medidas periciais para aprofundar a investigação. A motocicleta, o aparelho celular e a arma de fogo foram apreendidos mediante auto de exibição e apreensão.
A perícia técnica foi acionada para realizar a constatação, descrição e registro fotográfico dos sinais identificadores presentes na motocicleta. Após os procedimentos periciais, a placa deverá ser removida e o veículo encaminhado ao Pátio Universal.
Já o revólver apreendido será submetido à perícia para verificar eventual utilização recente em disparos e sua eficácia para o disparo de projéteis.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que buscará esclarecer a origem da motocicleta, do armamento apreendido e a possível participação de outros envolvidos mencionados durante a abordagem.




































