A cidade de Cotia volta a colocar a inclusão social no centro da agenda pública com o anúncio da 4ª edição do Kart Terapia, iniciativa que alia esporte, saúde e acolhimento para crianças com deficiência (PCDs) e pessoas neurodivergentes. O evento está marcado para o dia 26 de abril, das 9h às 16h, no Pequeno Cotolengo Dom Orione, com vagas limitadas e inscrições via Prefeitura.
A imagem de divulgação sintetiza o espírito do projeto: crianças equipadas com capacetes e karts adaptados, ao lado de autoridades locais e apoiadores, reforçando a mensagem de que acessibilidade também é protagonismo. O kart, tradicionalmente associado à competição, ganha aqui uma nova função — ferramenta terapêutica e de inclusão.
Política pública que vai além do simbólico
O Kart Terapia não surge como ação isolada. Ele integra uma rede de iniciativas que incluem:
- Ecoterapia (interação com animais em ambiente natural);
- Pet Terapia (benefícios emocionais por meio do contato com animais);
- Musicoterapia (estimulação cognitiva e sensorial);
- Parceria com a Associação ABRAHIPE, voltada ao desenvolvimento humano e inclusão.
Segundo a organização, mais de 250 crianças já foram atendidas ao longo das edições anteriores — número que evidencia não apenas adesão, mas também a carência histórica de políticas públicas voltadas a esse público.
Inclusão como prática, não discurso
O evento reforça um movimento mais amplo em municípios da Grande São Paulo: sair do campo das promessas e avançar para ações concretas. Ao adaptar karts para atender limitações físicas e cognitivas, o projeto promove:
- Desenvolvimento motor e coordenação
- Estímulo à autonomia
- Fortalecimento da autoestima
- Integração social entre famílias
Mais do que entretenimento, trata-se de uma estratégia de saúde pública e educação inclusiva.
O papel do poder público
A presença institucional na campanha — incluindo o prefeito e apoiadores — indica que o Kart Terapia também cumpre função política: reposicionar Cotia como referência em inclusão social. No entanto, especialistas alertam que o desafio está na continuidade e ampliação dessas ações.
Projetos como esse ganham relevância quando deixam de ser eventos pontuais e passam a integrar políticas permanentes, com orçamento, metas e acompanhamento técnico.
































