quinta-feira, 30 maio, 2024
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Interligação com a Namíbia absorve USD 356 milhões

A interligação eléctrica entre Angola e a Namíbia está estimada em 356 milhões de dólares, o que constitui um décimo do investimento total necessário para linhas de transmissão e expansão da integração regional até 2040, afirmou o director executivo do Pool de Energia da África Austral (SAPP, sigla inglesa).

Stephen Dihwa disse citado em comunicado emitido depois do lançamento de um fundo de 1,3 mil milhões de dólares para a construção de linhas de transmissão de alta tensão a ligar os países da região, que o SAPP pretende interligar Angola, Malawi e Tanzânia à plataforma regional, tendo identificado oito projectos de transmissão prioritários.

O projecto de construção de linhas de transmissão entre Angola e a Namíbia é o próximo, depois de terem sido concluídos os que ligam o Malawi a Moçambique e a Tanzânia à Zâmbia, de acordo com declarações do director executivo da SAPP.

“Uma vez que o Malawi já está ligado a Moçambique e a Tanzânia está ligada à Zâmbia, o próximo projecto-chave é a ligação de Angola à Namíbia”, disse Stephen Dihwa.

Ao definir o mercado de energia da África Austral, o comunicado, consultado pelo Jornal de Angola, fonte destaca o endividamento da empresa de energia Eskom, da África do Sul, que necessita de cerca de 18,41 mil milhões de dólares durante a próxima década para melhorar a rede de transmissão, com a companhia a contactar o sector privado para investimentos destinados a superar a pior escassez de electricidade registada naquele país.

“A falta de investimento em infra-estruturas de rede é uma das razões para os contínuos apagões em muitas partes da África Austral”, disse a chefe de Crédito Privado do Climate Fund Managers (CFM), uma companhia de consultoria de investimento que se associou à SAPP no lançamento do fundo.

O Mecanismo Regional de Financiamento de Infra-estruturas de Transmissão (RTIFF), subjacente ao fundo, arranca com 20 milhões de dólares em compromissos do SAPP, projectando encerrar contratos de 500 milhões até 2025, em financiamentos obtidos de investidores locais e internacionais. O mecanismo, instituído por um período de 20 a 25 anos, deverá atingir 1,3 mil milhões de dólares em dois anos.

Considera-se que, apesar da abundância de fontes de energia em África, a falta de ligações entre os países tem dificultado a integração e o comércio entre os 12 membros da SAPP, integrada por produtores e exportadores de matéria-prima à escala.

“A RTIFF muda essa realidade, ao permitir que o sector privado trabalhe com os serviços públicos para implementar novas linhas de transmissão em grande escala”, afirmou o presidente do Comité Executivo da SAPP, Victor Mapani, no comunicado em que o lançamento do fundo foi anunciado.

Matéria envida pela assessoria de Comunicação SAPP de Angola

Isaias Dutra
Jornalista Isaias Dutra e editor Chefe do Gazzeta Paulista
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