Mesa 22 da GLESP Completa 56 Anos de Tradição, História e Fraternidade Maçônica
No próximo dia 23 de outubro de 2026, um dos capítulos mais duradouros e expressivos da sociabilidade e convivência da comunidade maçônica paulista completará meio século e seis anos de história ininterrupta. A tradicional Mesa 22, grupo de almoços fraternos idealizado no início da década de 1970 pela Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP), celebra a marca histórica de 56 anos de fundação.
O que começou como um ponto de encontro informal entre irmãos de ordens e ritos diversos consolidou-se, ao longo das décadas, em um verdadeiro patrimônio imaterial da instituição em São Paulo. A iniciativa atravessou gerações de maçons, acompanhou as transformações da capital paulista e segue reunindo centenas de integrantes em encontros mensais pautados pela amizade, pelas boas lembranças e pelo fortalecimento dos laços fraternos.
Acompanhe as reportagens especiais, registros históricos e matérias sobre a memória institucional da Região Metropolitana no portal Gazzeta Paulista.
As Origens na Década de 1970: Do Grão-Mestre Mário Proieti ao Restaurante Fuentes
A história da Mesa 22 remonta ao ano de 1970. De acordo com os registros mantidos pelos seus integrantes, o primeiro almoço fraterno foi realizado no dia 23 de outubro de 1970, idealizado pelo então Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP), Mário Proieti.
Nos anos iniciais, a proposta de Mário Proieti apresentava um ritmo semanal: os irmãos reuniam-se todas as quartas-feiras para partilhar a refeição do meio-dia, trocar impressões sobre os trabalhos das oficinas e cultivar a concórdia e o alinhamento pessoal fora dos templos.
Com o passar dos anos e a consolidação do grupo, a condução e manutenção dessa tradição foram assumidas pelo irmão Décio Tambeli, que manteve os encontros com regularidade absoluta durante longo período, tendo como palco emblemático o tradicional Restaurante Fuentes — estabelecimento histórico no centro da capital paulista que marcou a gastronomia e os encontros da sociedade paulistana no século XX.
A escolha de recantos gastronômicos tradicionais da capital serviu não apenas para nutrir os corpos, mas fundamentalmente para erigir um espaço neutro e acolhedor onde irmãos de diferentes origens e graus pudessem vivenciar a fraternidade em sua plenitude.
A Continuidade Preservada por Walter Pirró e a Liderança do Rito Brasileiro
Após a fase de atuação do irmão Décio Tambeli e as mudanças de endereço no circuito gastronômico paulistano, a responsabilidade de manter acesa a chama dessa tradição quinquagenária coube ao irmão Walter R. Pirró, conhecido carinhosamente por todos os pares como Pirró.
Integrante ativo da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Caetano Nacarato, praticante do Rito Brasileiro — cujos trabalhos ritualísticos ocorrem semanalmente às segundas-feiras, na Rua Doutor Ulisses, nº 84, no tradicional bairro da Vila Mariana, em São Paulo —, Pirró assumiu a coordenação dos almoços e a gestão da rede de contatos dos irmãos.
Sob a liderança de Walter Pirró, a estrutura dos encontros passou por uma adaptação para acompanhar a rotina moderna da metrópole. O formato semanal original cedeu lugar a um encontro mensal, realizado ordinariamente na última quarta-feira de cada mês (ou na penúltima quarta-feira, caso haja coincidência com feriados nacionais ou festivos).
Outro pilar de destaque na história recente e na rotina da Mesa 22 é a presença constante do irmão e ex-Grão-Mestre da GLESP, Salin Zugaib. A assiduidade do ex-líder da obediência nos almoços é apontada pelos participantes como um exemplo vivo de dedicação e amor às tradições da Ordem.
A Logística da Fraternidade: Ajudantes, Membros e a Comemoração dos 56 Anos
Manter a coesão de um grupo de tal envergadura por 56 anos é um feito raro e exige empenho contínuo. Para que a logística do grupo funcione com eficiência, Walter Pirró faz questão de manifestar publicamente sua gratidão a três irmãos que atuam diretamente na retaguarda da organização: Ademir, João Manoel e Riera. O suporte prestado pelo trio garante desde a reserva de espaços adequados até a comunicação e recepção dos participantes.
Atualmente, o grupo da Mesa 22 contabiliza números expressivos que demonstram a força de sua longevidade:
- Membros Cadastrados: O grupo conta hoje com 389 irmãos inscritos em sua rede de comunicação e convivência.
- Frequência Média Mensal: Os almoços mensais registram uma assiduidade média de 60 irmãos por encontro, provenientes de diversas lojas da capital e da Região Metropolitana de São Paulo.
- Quadro e Rito: Espaço de convergência fraterna que acolhe obreiros do Rito Brasileiro, Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito York e demais sistemas reconhecidos.
Com a aproximação exata da data de aniversário — 23 de outubro de 2026 —, a coordenação do grupo já articula a grande comemoração festiva. Como o dia 23 de outubro de 2026 cairá em uma sexta-feira, a tradição do grupo de reunir-se às quartas-feiras exige a prévia confirmação e reserva dos participantes para o almoço comemorativo da penúltima quarta-feira do mês.
Em mensagem dirigida aos integrantes da Mesa 22, Walter Pirró enfatizou a raridade do momento:
“Um grupo com essa história e essa longevidade é algo raro e merece ser celebrado. São décadas de encontros, boas conversas, lembranças e, acima de tudo, da união que nos mantém irmãos. Vamos nos reunir para celebrar os 56 anos da nossa querida Mesa 22.”
O Impacto Histórico e Cultural dos Grupos Fraternos em São Paulo
No contexto da história social de São Paulo, a longevidade da Mesa 22 reflete como a maçonaria paulista desempenhou um papel silencioso, porém estruturante, na criação de redes de solidariedade, amizade e assistência mútua ao longo dos séculos XX e XXI.
Iniciativas que transcendem a rotina dos templos para ocupar a mesa de refeições remetem às mais antigas tradições das corporações de ofício europeias, onde as chamadas “Lojas de Mesa” ou “Almoços de Confraternização” serviam para selar a paz, acolher irmãos de passagem e promover a caridade social.
A preservação de registros como os do Grão-Mestre Mário Proieti, de Décio Tambeli e de Walter Pirró assegura que a memória da Ordem Maçônica em São Paulo permaneça documentada e viva para as futuras gerações de obreiros.
Resumo dos Destaques da Trajetória da Mesa 22
- Fundação: 23 de outubro de 1970 (completando 56 anos em 23 de outubro de 2026).
- Idealizador Original: G∴ M∴ Mário Proieti (GLESP).
- Continuadores Históricos: Ir∴ Décio Tambeli (fase do Restaurante Fuentes) e Ir∴ Walter R. Pirró (atual organizador).
- Lideranças Presentes: Presença constante do ex-G∴ M∴ Salin Zugaib e apoio dos Ir.·. Ademir, João Manoel e Riera.
- Perfil Atual: 389 irmãos no grupo da Mesa 22; média de 60 participantes nos almoços mensais (realizados na penúltima ou última quarta-feira do mês).
Loja Sede da Coordenação: A.R.L.S. Augusta e Respeitável Loja Simbólica Caetano Nacarato ( reuniões às segundas-feiras, na Rua Dr. Ulisses, 84, Vila Mariana, SP).
Informações e Contatos Úteis
Para informações institucionais sobre a história da maçonaria paulista, legislação de entidades de classe e patrimônio histórico do estado, os cidadãos e pesquisadores podem consultar o portal da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP) ou o acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Compromisso de Isenção e Imparcialidade do Portal Gazzeta Paulista
O portal Gazzeta Paulista reitera perante seus leitores o seu compromisso estrito com a ética jornalística, a neutralidade e a transparência editorial. A divulgação de registros históricos, biografias de personalidades, efemérides e memórias institucionais da Região Metropolitana atende exclusivamente ao dever do jornalismo de informar a população de Taboão da Serra, da capital e do estado de São Paulo sobre o patrimônio cultural, a história social e a diversidade de tradições da comunidade.
O veículo não emite juízos de valor sobre filosofias de vida, instituições privadas ou associações civis e pauta-se no relato factual dos acontecimentos históricos e no respeito à liberdade de reunião e de crença, garantindo uma cobertura isenta, plural, precisa e dedicada à preservação da memória da nossa sociedade.






































