Palácio dos Bandeirantes se ilumina de verde em apoio à campanha de conscientização sobre o glaucoma
O Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, recebeu iluminação especial na cor verde na noite desta terça-feira (26/05/2026), em adesão à campanha “24H pelo Glaucoma”, promovida conjuntamente pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG). A escolha da cor verde não é aleatória: ela simboliza a esperança e a visibilidade que se pretende dar a uma doença que, justamente por sua natureza silenciosa, permanece invisível para milhões de brasileiros até que os danos já sejam irreversíveis.
A iniciativa integra uma mobilização nacional que acontece ao longo de todo o mês de maio, período dedicado à conscientização sobre o glaucoma. Em diferentes regiões do país, ações educativas e informativas têm sido realizadas com o objetivo de levar conhecimento à população sobre os riscos, os fatores de predisposição e, sobretudo, a importância do diagnóstico precoce. Além da iluminação de prédios e monumentos públicos em diversas cidades brasileiras, a campanha inclui a produção e a distribuição de conteúdos de orientação em múltiplas plataformas, alcançando públicos de todas as idades e perfis socioeconômicos.
O glaucoma é uma doença ocular progressiva causada, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão intraocular, que danifica gradualmente o nervo óptico — estrutura responsável por transmitir as imagens captadas pelos olhos ao cérebro. Um dos aspectos mais traiçoeiros da enfermidade é que, nas fases iniciais, ela frequentemente não provoca dor nem alterações perceptíveis na visão central. A perda visual começa pela visão periférica e avança de forma lenta, o que faz com que muitos pacientes só percebam o problema quando já há comprometimento significativo e irreparável da capacidade visual.
De acordo com dados de entidades médicas especializadas, cerca de 1,7 milhão de brasileiros vivem com glaucoma. Estima-se, porém, que metade dessas pessoas não sabe que tem a doença, o que torna o diagnóstico precoce não apenas recomendável, mas essencial. Uma vez perdida, a visão afetada pelo glaucoma não pode ser recuperada. O tratamento disponível — que inclui uso contínuo de colírios, laser ou cirurgia — não reverte o dano já causado, mas é eficaz para conter o avanço da doença e preservar a qualidade de vida do paciente.
Entre os grupos com maior vulnerabilidade à condição estão pessoas com histórico familiar de glaucoma, indivíduos acima dos 40 anos, portadores de alta miopia e aqueles com pressão ocular elevada. Estudos também apontam maior predisposição em pessoas negras e asiáticas, o que reforça a necessidade de políticas de saúde que considerem as especificidades étnico-raciais no rastreamento e no acompanhamento da doença. O acesso ao cuidado, felizmente, está garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece desde o diagnóstico até o tratamento completo, incluindo consultas com oftalmologistas, exames específicos como a tonometria e a campimetria visual, além da dispensação de medicamentos e realização de procedimentos cirúrgicos quando necessários.
A iluminação do Palácio dos Bandeirantes representa mais do que um gesto simbólico. Ao associar sua imagem a uma causa de saúde pública, o Governo do Estado reafirma o compromisso institucional com a promoção do bem-estar da população paulista e com a disseminação de informações que podem, literalmente, salvar a visão de milhares de pessoas. Monumentos iluminados em campanhas dessa natureza funcionam como poderosos instrumentos de comunicação, capazes de despertar a curiosidade do cidadão e incentivá-lo a buscar orientação médica — um passo simples que pode fazer toda a diferença.
Em um país com alta prevalência de doenças crônicas e ainda marcado por desigualdades no acesso à saúde, iniciativas como a “24H pelo Glaucoma” cumprem papel fundamental ao aproximar a ciência oftalmológica da vida cotidiana das pessoas, lembrando que cuidar da visão é cuidar da vida.


































