Realizada pelo Instituto Pérola, formação acontece aos sábados, na região do Morumbi, e segue até setembro
Compreender como interpretamos o mundo, identificar padrões de comportamento e observar a maneira como nos relacionamos conosco e com as outras pessoas. Esses são alguns dos aspectos que vêm sendo trabalhados durante a formação de Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) Sistêmica, realizada pelo Instituto Pérola, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo.
Os encontros acontecem aos sábados e seguem até setembro, reunindo participantes de diferentes áreas profissionais e trajetórias pessoais em uma experiência voltada ao desenvolvimento humano, comunicação e autoconhecimento.
A Programação Neurolinguística surgiu na década de 1970, inicialmente desenvolvida a partir dos trabalhos de Richard Bandler e John Grinder. Posteriormente, diferentes pesquisadores e profissionais contribuíram para a expansão de seus modelos e aplicações.
Entre os nomes que tiveram participação nesse desenvolvimento está Robert Dilts, que se tornou uma das principais referências da PNL Sistêmica. O Instituto Pérola informa ser afiliado à NLP University (NLPU), instituição fundada em 1991 por Dilts e Todd Epstein, e que suas formações seguem conteúdos e metodologia relacionados à instituição.
O “mapa de mundo” e a forma de observar o outro
Entre os conceitos trabalhados durante a formação está a percepção de que cada pessoa interpreta suas experiências a partir de referências construídas ao longo de sua própria trajetória — aquilo que, dentro da linguagem da PNL, é abordado como o seu “mapa de mundo”.
Para Midiam Almeida, jornalista, comunicadora e atuante em movimentos sociais, participar do Practitioner trouxe uma nova perspectiva para observar sua própria atuação e também as relações estabelecidas no cotidiano.

O Practitioner me ajudou a olhar o mundo de uma forma diferente, a entender o meu mapa de mundo, os meus comportamentos e a forma como eu atuo e observo. Como jornalista, comunicadora e alguém que atua diretamente com pessoas e movimentos sociais, compreender que cada indivíduo também constrói a sua própria percepção de mundo amplia a maneira como eu escuto, comunico e estabeleço essas relações”, afirma Midiam.
A experiência ganha relevância justamente porque a comunicação faz parte das relações humanas em diferentes ambientes: no trabalho, na família, nos espaços sociais e na construção de projetos coletivos.
Dinâmicas simples, impactos pessoais
Para Bia, aluna da formação, algumas das experiências aparentemente mais simples realizadas durante os encontros provocaram reflexões importantes.

“Me trouxe bastante coragem nesse momento. Foi muito interessante fazer algumas dinâmicas que pareciam até bobas, mas que impactaram profundamente no meu íntimo. Acho que isso vai me ajudar bastante no dia a dia”, relata Bia.
Os depoimentos dos participantes mostram que a experiência não está concentrada apenas na assimilação do conteúdo apresentado em sala. Para alguns alunos, retornar aos mesmos conceitos em momentos diferentes da vida permite estabelecer novas interpretações sobre eles.
Aprender novamente a partir de uma nova perspectiva
É justamente essa experiência que Vinícius e Camila relatam. O casal frequenta o Instituto Pérola desde 2023 e passou por diferentes etapas da formação.
Camila é Master Practitioner em PNL Sistêmica e atualmente participa da formação em Trainer. Vinícius também começou sua trajetória no Instituto em 2023, passando pelo Practitioner, Master e chegando à formação de Trainer.
Para Vinícius, repetir uma formação não significa simplesmente estudar novamente o mesmo conteúdo.

“É um processo de olhar para dentro de si mesmo, um processo de autoconhecimento. Se a gente vier para o curso só pelo conteúdo, ele acaba sendo o mesmo conteúdo repetido. Mas, como é um olhar para dentro, um aprender sobre mim mesmo, esse conteúdo nunca acaba. Nunca acaba esse processo de me conhecer. Eu sempre posso me conhecer melhor”, explica.
A constância dessa experiência chama atenção. Segundo Vinícius, ele já participou do Practitioner diversas vezes e retornou também ao treinamento de Master.Camila compartilha dessa percepção, mas propõe uma mudança na maneira de definir esses retornos.
“Na verdade, eu trocaria a palavra ‘refazer’. A gente olha sempre de uma nova perspectiva para quem nós somos e para como estamos impactando todo o ambiente”, afirma.
Quando a mudança individual alcança as relações
Para Camila, um dos aspectos mais significativos dessa jornada está justamente na possibilidade de perceber como mudanças individuais também podem repercutir nas relações estabelecidas ao redor.Ela relata observar transformações em comportamentos, capacidades e na própria hierarquia de valores, ao mesmo tempo em que acompanha pessoas próximas realizando seus próprios processos.
“Fico muito grata de ver que, mediante as minhas mudanças de comportamentos, capacidades e valores, pessoas que eu amo também estão nesse processo. Meu marido está me acompanhando e outras pessoas ao redor acabam tendo impactos positivos sobre essas mudanças”, conta.
Camila
Para ela, desenvolvimento pessoal e relacionamento acabam caminhando juntos.
“Nada melhor do que crescer junto. A gente cresce, melhora, melhora quem está junto com a gente e melhora o entorno. É uma satisfação e um preenchimento pessoal muito grandes”, completa.
A trajetória de Fátima Palácio
À frente do Instituto Pérola está Fátima Palácio, que teve seu primeiro contato com a PNL em 1997 e, posteriormente, aprofundou sua formação na área.
O Instituto se apresenta como dedicado ao ensino e à prática da PNL Sistêmica e informa manter afiliação com a NLP University, fundada por Robert Dilts e Todd Epstein.
A formação oferecida em São Paulo trabalha, dessa forma, conceitos da PNL tradicional em diálogo com uma perspectiva sistêmica, que busca ampliar a observação do indivíduo para as relações e ambientes dos quais ele participa.À frente do Instituto Pérola, Fátima Palácio desenvolve sua atuação a partir da PNL Sistêmica e de referências construídas ao longo de sua trajetória de formação.
Segundo Fátima, a formação realizada pelo Instituto também incorpora fundamentos e perspectivas associados à chamada quarta geração da PNL, movimento que busca ampliar o olhar sistêmico para questões relacionadas às interações, aos ambientes e aos sistemas dos quais o indivíduo faz parte.
A chamada quarta geração vem sendo discutida internacionalmente por diferentes estudiosos e profissionais da Programação Neurolinguística. Entre as referências relacionadas a esse processo está Robert Dilts, um dos principais nomes da evolução da PNL.
Dessa forma, a proposta desenvolvida durante o Practitioner combina fundamentos tradicionais da Programação Neurolinguística com uma abordagem sistêmica e elementos contemporâneos apresentados durante a formação.
Desenvolvimento humano em construção
Mais do que encontrar respostas prontas, os relatos colhidos durante a formação apontam para uma característica em comum: a possibilidade de formular novas perguntas sobre si mesmo.
Quem sou hoje? Como interpreto determinada situação? De que maneira meus valores influenciam minhas escolhas? Como minha comunicação interfere nas minhas relações? E como meu comportamento impacta os ambientes dos quais faço parte?
São questões que atravessam a experiência dos participantes e ajudam a compreender por que alguns deles retornam às formações mesmo depois de concluí-las.
A turma atual do Practitioner em PNL Sistêmica segue com encontros aos sábados até setembro, no Instituto Pérola, no Morumbi, em São Paulo.
Mais do que concluir uma formação, para os participantes ouvidos, a experiência parece apontar para um processo contínuo: aprender a observar o mundo enquanto se aprende, também, a observar a si mesmo.
Instituto Pérola – Practitioner em PNL Sistêmica | Rua Damião da Silva, 175, Morumbi/Vila Andrade, São Paulo | Informações: (11) 99133-7948 | contato@perolainstituto.com.br.






































