O estado de São Paulo alcançou em 2024 o maior patamar de desenvolvimento humano desde o início da série histórica do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo relatório Radar IDHM, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação Seade e outras instituições de pesquisa.
Segundo o levantamento, São Paulo registrou IDHM de 0,838 em 2024, superando a média nacional de 0,805. O resultado consolida o estado na faixa de muito alto desenvolvimento humano e representa o melhor desempenho dos últimos 13 anos.
O estudo também aponta que o Brasil alcançou pela primeira vez a categoria de muito alto desenvolvimento humano, refletindo avanços em indicadores relacionados à longevidade, educação e renda. Ainda assim, São Paulo apresentou desempenho superior à média nacional em todas as dimensões analisadas.
O relatório avalia o desenvolvimento humano a partir de três pilares fundamentais: longevidade, educação e renda. Em todas essas áreas, o estado paulista obteve classificação de muito alto desenvolvimento humano em 2024.
Na dimensão longevidade, São Paulo registrou índice de 0,867, o maior da série histórica. O indicador demonstra a melhoria das condições de saúde e da expectativa de vida da população paulista. Entre os fatores apontados para esse avanço estão os investimentos na ampliação do atendimento à saúde e o fortalecimento da rede pública hospitalar.
Desde 2023, o Governo do Estado ampliou o acesso da população aos serviços de saúde por meio de iniciativas como a Tabela SUS Paulista. Criado para reduzir a defasagem histórica dos repasses federais, o programa já destinou mais de R$ 9,7 bilhões para cerca de 800 Santas Casas e instituições filantrópicas. Em alguns procedimentos, os valores pagos chegam a ser até cinco vezes superiores aos da tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na área da educação, São Paulo alcançou índice de 0,850 em 2024, mantendo o patamar mais elevado da série histórica, próximo ao recorde de 0,851 registrado em 2023. O desempenho é resultado de investimentos em infraestrutura escolar, ampliação do ensino técnico, recomposição do quadro de professores e ações voltadas para a melhoria da aprendizagem.
Os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) também indicaram evolução no desempenho dos estudantes. Em 2025, houve crescimento dos índices de matemática nos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental. Além disso, a taxa de frequência escolar atingiu 91,1%, o maior percentual já registrado pela rede estadual, representando cerca de 300 mil alunos a mais em sala de aula diariamente.
Já no quesito renda, São Paulo registrou índice de 0,799 em 2024, também o maior da série histórica. O avanço está relacionado ao fortalecimento da economia estadual, à geração de empregos e aos programas de inclusão produtiva implementados pelo governo paulista.
Entre as iniciativas voltadas ao combate à pobreza está o programa SuperAção SP, considerado a maior política pública de superação da vulnerabilidade social já desenvolvida pelo estado. A ação integra qualificação profissional, geração de renda, assistência social e oportunidades de emprego para famílias em situação de vulnerabilidade.
Atualmente, o programa está presente em 48 municípios paulistas e conta com 447 agentes e 42 supervisores responsáveis pelo acompanhamento das famílias beneficiadas. O objetivo é oferecer suporte contínuo para promover autonomia financeira e inclusão social.
Os dados do relatório também evidenciam diferenças entre grupos populacionais quando analisados os indicadores por raça e sexo. No índice geral de desenvolvimento humano, os homens registraram 0,847 e as mulheres 0,818. Entre os recortes raciais, a população branca alcançou índice de 0,870, enquanto a população negra registrou 0,809.
Na dimensão longevidade, as mulheres apresentaram índice de 0,917, superior ao dos homens, que ficou em 0,814. O mesmo indicador entre pessoas brancas foi de 0,917, enquanto entre pessoas negras alcançou 0,857.
Em educação, as mulheres registraram índice de 0,856 contra 0,845 dos homens. Já no recorte racial, os índices foram de 0,867 para a população branca e 0,827 para a população negra.
Os números reforçam a posição de São Paulo como uma das principais referências nacionais em desenvolvimento humano. O crescimento consistente dos indicadores ao longo dos últimos anos demonstra a influência de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida, da educação, da saúde e das oportunidades econômicas para a população paulista.
Com o resultado de 2024, São Paulo atinge o maior nível de desenvolvimento humano da série histórica, consolidando sua liderança nacional nos principais indicadores sociais e econômicos do país.


































