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Justiça de SP concede liberdade provisória a PM réu por morte de estudante

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Justica de SP solta PM reu morte estudante de medicina
Justica de SP solta PM reu morte estudante de medicina

A Justiça do Estado de São Paulo determinou a soltura do policial militar Bruno Carvalho do Prado, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas. O agente de segurança pública responderá ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário paulista.

A decisão judicial que revogou a prisão preventiva gerou forte revolta e críticas por parte dos familiares da vítima, que classificaram a medida como um retrocesso na busca por justiça e cobram punição rigorosa dos envolvidos.

Medidas Cautelares e Trâmite Processual

A concessão do benefício de responder ao processo em liberdade está condicionada ao cumprimento rigoroso de regras estabelecidas pelo juízo do caso. Entre as determinações cautelares impostas ao policial militar estão:

  • Afastamento das Funções Operacionais: Proibição de exercer atividades do patrulhamento ostensivo de rua.
  • Restrição de Contato: Proibição de manter qualquer tipo de contato com testemunhas arroladas no processo.
  • Comparecimento Periódico: Obrigação de se apresentar mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades.
  • Proibição de Ausência: Restrição de se ausentar da comarca onde reside sem autorização prévia da Justiça.

O descumprimento de qualquer uma das condicionantes impostas poderá resultar no imediato restabelecimento da prisão preventiva do réu.

Manifestação da Família e Desdobramentos

A família de Marco Aurélio Cardenas expressou profunda indignação com a decisão da Justiça paulista. Os familiares reforçaram que o estudante teve sua vida ceifada de forma trágica e desproporcional e reafirmaram a intenção de continuar acompanhando de perto todas as etapas das audiências e julgamentos até a conclusão definitiva do caso.

A defesa do réu argumenta que o policial cumpre os requisitos legais para responder ao processo em liberdade, destacando a ausência de antecedentes criminais e o compromisso de colaborar com a instrução criminal.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) acompanha o andamento da ação penal e avalia o cabimento de recursos contra a decisão que concedeu a liberdade provisória.

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