Uma grande força-tarefa interestadual deflagrada na manhã desta terça-feira, 21 de julho de 2026, mira estruturas criminosas voltadas ao furto, roubo, desvio e comercialização clandestina de insumos farmacêuticos de alto custo. Batizada de Operação Metástase, a ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e conta com o suporte operacional decisivo da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Em solo paulista, o cumprimento das ordens judiciais é coordenado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), através da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar). A ofensiva mira reverter prejuízos milionários ao sistema de saúde e barrar o mercado paralelo de remédios destinados ao tratamento do câncer.
Mobilização Interestadual e Mandados Cumpridos em São Paulo
A operação integrada colocou nas ruas um contingente de mais de 100 policiais civis paulistas — reunindo agentes de todas as divisões especializadas do Deic e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6) —, trabalhando lado a lado com 15 investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A Justiça expediu para o território paulista 26 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Os alvos das diligências foram localizados em seis municípios estratégicos do estado:
- Capital: São Paulo;
- Baixada Santista: Guarujá;
- Região Metropolitana e ABC: Guarulhos, São Caetano do Sul e Mauá;
- Interior: Jundiaí.
Riscos à Saúde e Balanço Parcial da Operação
O desvio e o armazenamento inadequado de medicamentos de terapia oncologia não apenas desabastecem a rede pública e privada, mas trazem severos riscos à integridade física dos pacientes, uma vez que tais substâncias exigem refrigeração rigorosa e controle sanitário contínuo.
O delegado responsável pela Divecar, Paul Verduraz, enfatizou a importância da ação conjunta entre os governos estaduais para sufocar o braço financeiro das quadrilhas:
“O combate a esse tipo de crime exige atuação integrada entre as polícias. Além de atingir financeiramente as organizações criminosas, essa operação busca impedir que medicamentos de alto custo, destinados ao tratamento de pacientes, sejam desviados e comercializados de forma ilegal, colocando vidas em risco”, ressaltou o delegado Paul Verduraz.
Até o momento, as equipes policiais obtiveram êxito ao localizar e prender o investigado principal, que tinha contra si o mandado de prisão expedido pela Justiça e foi conduzido à sede do Deic. Durante as buscas nos endereços dos suspeitos, foram apreendidos lotes de medicamentos oncológicos de alto custo recuperados das ações criminosas, além de três armas de fogo. O responsável pelo armamento foi autuado em flagrante.
Organização de Dados: Síntese da Operação Metástase
Para sintetizar os dados operacionais da ação conjunta das forças policiais de SP e RJ, as informações centrais do caso foram estruturadas na tabela abaixo pelo Portal Gazzeta Paulista :
| Eixo Operacional | Detalhes da Ação Policial |
|---|---|
| Nome da Operação | Operação Metástase |
| Órgãos Coordenadores | Polícia Civil do RJ e Deic (Polícia Civil de SP / Divecar) |
| Apoio Territorial | Deinter-6 e Divisões Especializadas do Deic |
| Efetivo Mobilizado | +100 policiais civis de SP e 15 policiais civis do RJ |
| Ordens Judiciais em SP | 26 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão |
| Cidades Alvo em SP | São Paulo, Guarujá, Jundiaí, Guarulhos, São Caetano do Sul e Mauá |
| Resultados Parciais | 1 preso por mandado, lote de remédios recuperado, 3 armas apreendidas e 1 flagrante |
| Alvo Principal | Desarticulação do roubo, furto e comércio ilegal de remédios de câncer |
As diligências e a perícia do material apreendido continuam ao longo do dia para mapear as redes receptadoras e farmácias clandestinas envolvidas na fraude.
Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) realizam, nesta terça-feira (21/07), na Maré, a “Operação Metástase”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor.
A quadrilha que movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano e participou de pelo menos 20 roubos de cargas, utilizava empresas de fachada para recolocar os medicamentos roubado no mercado. Cinco homens já foram presos na operação, entre eles o líder da organização criminosa.
Estão sendo cumpridos simultaneamente dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão contra integrantes e lideranças do grupo no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na Baixada Fluminense, além de endereços em São Paulo, Goiás e Pará, com o apoio das unidades policiais de cada estado. Também foi pedido o bloqueio das contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.






































