A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta semana a Operação Marchand, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de participação no roubo de obras de arte e documentos históricos da tradicional Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital paulista.
A ação é coordenada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (CERCO), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), e cumpre três mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e também no Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, entre os alvos da operação estão o suposto mentor intelectual do crime e integrantes responsáveis pela avaliação, ocultação, intermediação e possível venda clandestina das peças roubadas. A polícia também apura a suspeita de que parte das obras pudesse ser enviada ilegalmente para o exterior, alimentando o mercado clandestino internacional de arte.
Os agentes realizaram buscas em residências, escritórios e estabelecimentos ligados ao segmento de leilões e comercialização de obras artísticas. A Polícia Civil acredita que a quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e planejamento prévio para subtrair e inserir ilegalmente patrimônios culturais no mercado paralelo.
De acordo com os investigadores, dois dos principais suspeitos já haviam sido presos preventivamente pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, em abril deste ano, após tentarem corromper um agente de segurança de um instituto federal para furtar novas obras de arte. Os mandados contra ambos foram cumpridos dentro do sistema penitenciário federal.
Uma mulher investigada por participação direta no esquema também foi presa temporariamente durante a operação.
Relembre o caso
O roubo ocorreu em 7 de dezembro de 2025, quando dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e renderam um vigilante e três visitantes que estavam no local.
Após a ação criminosa, os assaltantes fugiram em direção à estação Anhangabaú do Metrô levando 13 obras de arte e documentos históricos considerados de grande valor cultural e histórico.
O caso causou forte repercussão no meio cultural e reacendeu o debate sobre a segurança de patrimônios públicos históricos no Brasil.
As investigações seguem em andamento para localizar todas as peças roubadas e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

































