SPaulo aplica 2,5 milhões de vacinas contra o sarampo ao longo do mês de agosto, fortalecendo a proteção epidemiológica em todo o território estadual. A grande mobilização concentrou-se principalmente na Capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, municípios que adotaram uma estratégia de imunização ampliada voltada para a população de 6 meses a 59 anos. Juntas, essas três cidades aplicaram 2,4 milhões de doses, sendo 2 milhões na capital, 230,1 mil em Guarulhos e 169,5 mil em São Bernardo do Campo. Nesta ultima terça-feira, 01/09/2026, marcou o encerramento da Campanha de Multivacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos, bem como o fim da ação ampliada contra o sarampo nos três municípios. Apesar do término das campanhas específicas, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enfatiza que as doses permanecem disponíveis na rotina de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Atualização do balanço epidemiológico e acompanhamento de casos
O boletim divulgado pela vigilância epidemiológica confirmou a inclusão de duas novas ocorrências registradas na capital, elevando para 28 o total de casos confirmados no estado em 2026. As confirmações mais recentes referem-se a uma criança menor de 1 ano e a uma mulher na faixa dos 40 anos, cujas amostras foram processadas e confirmadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ambos os registros decorrem de notificações de julho e agosto e estão diretamente vinculados a cadeias de transmissão já identificadas e monitoradas.
Do total de 28 casos no ano, 25 foram notificados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. O levantamento aponta ainda que 20 dos pacientes diagnosticados não tinham registro de vacina ou apresentavam o esquema vacinal incompleto.
Cinco diretrizes do esquema vacinal contínuo nas UBSs
A imunização de rotina segue disponível gratuitamente para a população. A orientação da Secretaria da Saúde para a caderneta vacinal abrange as seguintes faixas:
- Crianças (12 e 15 meses): Aplicação da primeira dose aos 12 meses e da segunda dose aos 15 meses.
- Jovens e Adultos (15 a 29 anos): Exigência de duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias.
- Adultos (30 a 59 anos): Registro comprovado de pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo.
- Profissionais da Saúde: Duas doses comprovadas em carteira, independentemente da faixa etária.
- Dose Zero para Bebês: Recomendada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias nos municípios de SP, Guarulhos e São Bernardo do Campo (não substitui as doses de 12 e 15 meses).
“A vacinação, aliada ao monitoramento constante e à comunicação clara com a população, é a ferramenta essencial da rede pública para interromper as cadeias de transmissão.”
Monitoramento contínuo das cadeias de transmissão
A vigilância epidemiológica estadual e as equipes municipais mantêm quatro cadeias de transmissão sob rígido acompanhamento desde o início de 2026. A primeira delas, identificada entre março e abril e associada a dois casos importados, foi considerada oficialmente encerrada após 12 semanas consecutivas sem novos registros.
As equipes de saúde continuam o trabalho de rastreamento de contatos para todas as suspeitas e confirmações, garantindo bloqueios vacinais estratégicos para evitar que o vírus volte a circular de forma sustentada no estado.
Informações sobre Imunização e Postos de Saúde
Para consultar a localização da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e conferir o calendário completo de imunização, acesse o portal da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ou a página do Ministério da Saúde.
historia do Sarampo no Brasil :
O sarampo no Brasil tem uma história marcada por grandes epidemias de alta mortalidade infantil, pelo controle drástico através da vacinação e por desafios recentes de reintrodução.
Primeiras Décadas e Surtos (1960–1980)
- 1968: A doença passou a ser de notificação compulsória nacional após registrar um surto massivo com quase 130 mil casos.
- 1973: Com a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina contra o sarampo passou a ser integrada de forma mais estruturada na saúde pública.
- 1979 e 1986: O país enfrentou picos severos, incluindo milhares de mortes anuais e uma enorme epidemia em 1986 com cerca de 130 mil casos notificados.
Campanha Massiva e Certificação (1990–2016)
- 1991–1992: Em 1991, foram registrados mais de 61 mil casos e centenas de óbitos. Em resposta, o país realizou uma campanha em massa em 1992 que vacinou 96% do público-alvo, reduzindo drasticamente a circulação do vírus. [1]
- 2016: Após anos de queda nos índices e bloqueio de surtos esporádicos, o Brasil recebeu o primeiro certificado de país livre da eliminação do sarampo emitido pela OPAS.
Perda e Reconquista do Selo (2018–2024)
- 2018–2019: O vírus retornou devido a casos importados (associados a fluxos migratórios e turistas) e à queda nas coberturas vacinais. O país perdeu o selo de eliminação em 2019.
- 2024: Após conter as linhagens ativas de transmissão prolongada, o Brasil reconquistou o certificado de país livre do sarampo em novembro de 2024.
Cenário Atual
2026: O país mantém o monitoramento constante de casos esporádicos e importados (como ocorrências registradas em São Paulo), reforçando a importância da vacinação tríplice viral pelo SUS para manter a imunidade coletiva em alta.
Portal Gazzeta Paulista na Luta contra o Sarampo em São Paulo e no Brasil viva o SUS






































