STJ julga recurso sobre prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF), prepara-se para julgar o recurso que solicita a decretação da prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo. O agente é acusado de ser o autor do disparo que tirou a vida do estudante de medicina Marco Aurélio, de 22 anos, em crime ocorrido na capital paulista em 20 de novembro de 2024.

O processo tramita sob a relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, integrante da Quinta Turma do STJ e magistrado reconhecido no meio jurídico por seus trabalhos acadêmicos e jurisprudenciais voltados às garantias fundamentais e aos Direitos Humanos.

O caso provocou forte repercussão social, acadêmica e institucional em São Paulo e no exterior, chegando a ser levado ao conhecimento de órgãos internacionais, como a Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

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Apuração do Caso e Parecer Contundente do Ministério Público Federal

Conforme consta nos autos do processo e nas imagens captadas por câmeras de segurança do estabelecimento na época dos fatos, a vítima — que possuía dupla cidadania brasileira e peruana — estava desarmada e sem camisa no saguão de um hotel no momento da abordagem. O jovem era perseguido após um incidente envolvendo o retrovisor de uma viatura da Polícia Militar.

No âmbito da tramitação em Brasília, o Subprocurador-Geral da República, Dr. José Elaeres Marques Teixeira, emitiu o Parecer nº 3004/2026, posicionando-se favoravelmente ao provimento do recurso e à decretação imediata da prisão preventiva do acusado, com base no Artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), resguardando a garantia da ordem pública.

Em trecho de sua manifestação oficial nos autos, a Subprocuradoria-Geral ressaltou:

  • Incompatibilidade da Ação: A conduta ultrapassou os limites de uma abordagem inadequada, configurando o uso de arma institucional contra pessoa desarmada e sem risco concreto imediato.
  • Gravidade Concreta: O órgão ministerial destacou que condições de primariedade e residência fixa do réu não são suficientes para afastar a necessidade da custódia cautelar diante da gravidade e do modus operandi registrado no fato.
  • Tese da Acusação: A assistência de acusação e a família sustentam que a ação caracterizou execução desproporcional, enquanto a defesa do policial busca demonstrar o descabimento da prisão preventiva nesta fase processual.

Impacto Internacional e Mobilização Familiar

A morte do jovem de 22 anos gerou comoção entre familiares, colegas da faculdade de medicina e entidades defensoras dos direitos humanos. Por ser filho de imigrantes de origem peruana e descendente de povos originários e afro-americanos, o caso ganhou contornos de debate sobre a letalidade policial e o uso proporcional da força em comunidades urbanas.

A família e a defesa das vítimas reforçam que a atuação perante o STJ busca o fiel cumprimento da legislação e o devido processo legal, aguardando o posicionamento definitivo da Quinta Turma do tribunal.

Resumo dos Destaques do Julgamento

  • Instância de Julgamento: Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
  • Relator do Recurso: Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
  • Vítima: Marco Aurélio (22 anos), estudante de medicina.
  • Acusado: Guilherme Augusto Macedo (Policial Militar do Estado de SP).
  • Posicionamento do MPF: Parecer nº 3004/2026, assinado pelo Subprocurador-Geral Dr. José Elaeres Marques Teixeira, favorável à prisão preventiva do réu.
  • Data do Fato Original: 20 de novembro de 2024, na cidade de São Paulo.

Informações Institucionais e Canais do Judiciário

Para consultar o andamento de processos, pautas de julgamento e jurisprudências das Turmas do STJ, os cidadãos podem acessar o portal oficial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou do Ministério Público Federal (MPF).

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