A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira 09/06/2026 uma operação de combate à falsificação de figurinhas, álbuns e materiais esportivos relacionados à Copa do Mundo de 2026. A ação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e teve como alvo centros de comércio popular localizados nos bairros do Brás e do Canindé, na região central da capital paulista.
Coordenada pela 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), especializada no combate à pirataria, a operação resultou na apreensão de aproximadamente 50 mil figurinhas, mil álbuns e 1.039 camisetas da seleção brasileira que apresentavam indícios de falsificação.
As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos comerciais situados na Avenida Rangel Pestana, no Brás, e nas ruas Vautier e Alexandrino Pedroso, no Canindé. Durante a operação, quatro pessoas foram flagradas comercializando os produtos e irão responder por crime contra a propriedade industrial. Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia técnica, que irá confirmar a autenticidade dos itens e subsidiar a continuidade das investigações.
A ação faz parte do trabalho permanente da Polícia Civil de São Paulo no enfrentamento à pirataria e à comercialização irregular de produtos protegidos por direitos de propriedade intelectual. Com a proximidade do início da Copa do Mundo de 2026, as autoridades observaram um aumento significativo na oferta de itens relacionados ao torneio, o que também favorece a circulação de produtos falsificados no mercado.
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Fiscalização intensificada com a aproximação da Copa
Segundo a Polícia Civil, as equipes do Deic intensificaram as operações de fiscalização em razão do crescimento da procura por figurinhas, álbuns colecionáveis, camisetas e outros artigos esportivos ligados ao maior evento do futebol mundial.
A expectativa das autoridades é de que a demanda por produtos temáticos continue aumentando nos próximos meses, o que exige um monitoramento constante dos pontos de venda considerados estratégicos para a distribuição desse tipo de mercadoria.
A atual operação não é um caso isolado. Em 28 de maio, agentes do Deic já haviam realizado outra grande apreensão no centro da cidade de São Paulo. Na ocasião, cerca de 85 mil figurinhas e álbuns da Copa do Mundo, além de aproximadamente duas mil camisas de seleções nacionais falsificadas, foram recolhidos durante fiscalizações em estabelecimentos comerciais.
Naquela ação, cinco pessoas foram presas em flagrante com base na Lei Geral do Esporte. As investigações apontaram que os produtos eram comercializados como originais, induzindo consumidores ao erro e causando prejuízos tanto aos compradores quanto aos detentores das marcas licenciadas.

Orientações para os consumidores
Além da repressão ao comércio ilegal, a Polícia Civil alerta a população para os cuidados necessários na hora de adquirir produtos relacionados à Copa do Mundo.
O delegado titular da 1ª DIG, Wagner Carrasco, destaca que o consumidor deve observar atentamente a procedência dos produtos e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado.
“É importante verificar a qualidade do item, a procedência e a confiabilidade do estabelecimento onde ele está sendo comercializado, além de observar possíveis disparidades de preço. Quando o valor é muito inferior ao praticado no mercado, há indícios de que se trata de um produto falsificado”, explica o delegado.
A recomendação é que os consumidores priorizem lojas oficiais, revendedores autorizados e plataformas reconhecidas, reduzindo assim o risco de adquirir mercadorias sem garantia de origem.
Procon-SP reforça cuidados nas compras
O Procon-SP também acompanha a comercialização de produtos relacionados à Copa do Mundo de 2026 e orienta os consumidores a adotarem medidas preventivas para evitar prejuízos financeiros e problemas com produtos falsificados.
Entre as recomendações do órgão estão:
- verificar a reputação da empresa ou do vendedor antes de efetuar qualquer pagamento;
- conferir se o fornecedor disponibiliza informações de identificação e canais de atendimento;
- evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens sem mecanismos de proteção ao consumidor;
- desconfiar de promoções e ofertas com preços muito inferiores aos praticados no mercado;
- guardar comprovantes, anúncios e demais registros da negociação;
- observar atentamente as condições de troca, devolução e os prazos de entrega informados pelo fornecedor.
No caso específico de figurinhas, álbuns colecionáveis e outros itens ligados ao universo esportivo, o órgão recomenda atenção redobrada quanto à procedência dos produtos e à credibilidade do vendedor.
Combate à pirataria protege consumidores e marcas
As autoridades destacam que operações desse tipo têm como objetivo proteger os direitos de propriedade intelectual, combater a concorrência desleal e evitar que consumidores sejam enganados por produtos de baixa qualidade.
A comercialização de mercadorias falsificadas representa prejuízos para fabricantes licenciados, reduz a arrecadação tributária e pode expor compradores a produtos sem qualquer controle de qualidade.
Consumidores que identificarem irregularidades ou tiverem seus direitos desrespeitados podem buscar orientação e registrar reclamações por meio dos canais oficiais do Procon-SP. A Polícia Civil também orienta que denúncias sobre comércio de produtos falsificados sejam comunicadas às autoridades para auxiliar nas investigações e no combate à pirataria em todo o estado de São Paulo.




































