A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou nesta segunda-feira 01/06/2026 que foi descartado o caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola em um paciente de 37 anos que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. A conclusão foi possível após uma ampla investigação epidemiológica e laboratorial conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo (CIEVS-SP) e pela análise das amostras realizada pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
De acordo com a pasta estadual, os exames laboratoriais não detectaram material genético do vírus Ebola no paciente, afastando definitivamente a suspeita da doença. O caso vinha sendo acompanhado com atenção pelas autoridades sanitárias devido ao histórico recente de viagem do paciente à República Democrática do Congo (RDC), país que possui áreas com circulação do vírus.
No último sábado (30), a Secretaria da Saúde já havia divulgado o resultado de exames que identificaram a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. A confirmação ocorreu por meio de exame de reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR), considerado um dos métodos mais precisos para o diagnóstico da doença.
O paciente permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital estadual referência no atendimento de casos suspeitos ou confirmados de Ebola no Brasil. Segundo informações da SES-SP, o homem apresentou sintomas como febre e diarreia, o que inicialmente levou à adoção dos protocolos de investigação para doenças infecciosas de alta gravidade.
Embora seja procedente da República Democrática do Congo e tenha realizado viagem recente ao país africano, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde confirmou que o paciente não esteve em áreas consideradas de risco para transmissão da doença pelo vírus Ebola durante sua permanência no território congolês.
A investigação foi iniciada imediatamente após a notificação do caso. Conforme explicou a Secretaria da Saúde, a adoção das medidas ocorreu de forma preventiva, uma vez que o paciente apresentava critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com a definição de caso suspeito estabelecida pelos protocolos nacionais e estaduais de vigilância em saúde.
No Estado de São Paulo, qualquer suspeita de Ebola deve ser comunicada imediatamente às autoridades de vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP). O objetivo é garantir uma resposta rápida e eficiente diante de possíveis ameaças à saúde pública.
A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD-SES-SP) ressaltou que o risco de introdução da doença pelo vírus Ebola no Brasil e em toda a América do Sul continua sendo considerado muito baixo. Entre os fatores avaliados estão a inexistência de transmissão autóctone da doença no continente sul-americano, a ausência de voos diretos entre as regiões afetadas e os países da América do Sul, além da própria forma de transmissão do vírus.
O Ebola é transmitido por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas que estejam apresentando sintomas da doença. Dessa forma, a disseminação depende de contato próximo e direto com indivíduos contaminados.
Mesmo diante do cenário de baixo risco, a Secretaria Estadual da Saúde reforça a necessidade de vigilância permanente por parte dos serviços de saúde. A orientação é que profissionais estejam atentos a pacientes que apresentem febre associada a histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para regiões com circulação do vírus Ebola.
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Também devem ser investigadas situações envolvendo contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas para a doença. Segundo as autoridades sanitárias, a rápida identificação desses casos é fundamental para garantir o isolamento adequado e evitar possíveis riscos de transmissão.
Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com o Centro de Vigilância Epidemiológica e o Instituto Adolfo Lutz. O documento traz orientações atualizadas para toda a rede de saúde paulista sobre o surto da doença pelo vírus Ebola, cepa Bundibugyo, atualmente em curso na República Democrática do Congo.
A nota técnica reforça medidas relacionadas à vigilância epidemiológica, definição de caso suspeito, notificação imediata, protocolos de isolamento, manejo clínico inicial, fluxos assistenciais e procedimentos laboratoriais adotados no Estado de São Paulo.
A Secretaria da Saúde destaca que todos os casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica por meio do CIEVS-SP, garantindo uma resposta rápida e coordenada diante de possíveis ocorrências relacionadas ao vírus Ebola.
Com a conclusão dos exames e o descarte definitivo da suspeita, as autoridades reforçam que não há registro de caso de Ebola relacionado a este paciente, cujo diagnóstico confirmado permanece sendo meningite meningocócica, doença que segue sendo tratada pela equipe médica especializada do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.


































